INCLUSÃO: ENSINO DE QUALIDADE. COMO CONSEGUIMOS ISTO?

menina de pele morena de camisa vermelha olhando para o lado sorrindo e escrevendo com uma caneta verde

 

ENSINO DE QUALIDADE: COMO CONSEGUIMOS ISTO?

 

Para termos um ensino de qualidade à escola precisa se organizar e procurar remover barreiras arquitetônicas e de atitude a ponto de atender a diversidade humana favorecendo, desta forma, a convivência, a comunicação e o intercâmbio social.

 
Atualmente, para conseguir uma educação de qualidade, temos que apresentar desafios aos nossos alunos, fazer uso do humor e de estratégias diferenciadas de ensino, consolidar os vínculos entre professores e alunos, ser sensível aos sentimentos e necessidades dos outros, manter o controle da sala de aula sem recorrer à intimidação e, acima de tudo, alcançar um ambiente de cooperação constante que multiplique a qualidade da educação.

 
O conceito de aprendizagem é fácil de entender, mas difícil de explicar, pois este não é visível. O comportamento de um aluno está diretamente ligado a aprendizagem, pois, quando aprendemos exibimos uma mudança de comportamento, ou seja, o aluno passa do desconhecido para o conhecido.

 
Aprender é um trabalho interno de cada indivíduo o qual está ligado a sua motivação (vontade e necessidade de aprender), aquisição de novos conceitos (através da observação e experimentação das informações oferecidas), na retenção daquilo que foi ofertado (significação e memória), evocação (garantindo que houve a memorização) e, finalmente, a generalização (resgate na memória e aplicação em outras situações).

 
A motivação é a gasolina do carro, mas não o seu motor. O motor são as habilidades e competências de um indivíduo as quais vão permitir que este carro entre em movimento.

 
A aprendizagem é uma ação humana criativa, individual, heterogênea e regulada pelo próprio sujeito independente de suas condições orgânicas ou intelectuais.

 
Em contrapartida, ensinar é um ato coletivo onde o professor disponibiliza a todos os alunos, sem exceção, um mesmo conhecimento. Reter um aluno não faz com que ele aprenda, e sim, o estímulo constante, contínuo e a valorização de suas potencialidades. Cada série é uma nova oportunidade para aprender.

 
A formação de conceitos ocorre quando o aluno enfrenta uma situação problemática que requer que ele evoque e conecte, com base nas suas experiências anteriores, aquilo que é necessário para dar uma solução para a situação que se apresenta.

 
Para isto, ele tem que desenvolver uma série de habilidades e competências que o torne capaz de estabelecer relações, reorganizar as informações e aplicar na nova situação.

 
Desta forma, a quantidade de informações dadas não é garantia de aprendizagem. Em muitas situações, é melhor ter uma economia de informação para que seja mais fácil ao aluno representar e processar o conhecimento.

 
O professor que ensina estratégias de aprendizagem aos seus alunos inicia com uma intencionalidade, mas com o uso, estas estratégias passam a ser rotineiras e automáticas que levando o aluno a executar um procedimento sem ajuda.

 
A reprovação escolar não esteja sempre relacionada à falta de estudo e de empenho do aluno, e sim, ao fato deste não ter conseguido criar estratégias de estudo adequadas para vencer as exigências de cada série.

 
O uso das inovações tecnológicas, no ambiente escolar, permite o desenvolvimento do pensamento crítico, pois elas levam o aluno a experimentar, criar, testar, visualizar, simular, socializar seu conhecimento, avaliar diferentes fontes de informação, buscar formas diferenciadas de acessar o saber e, acima de tudo, adequar o seu conhecimento e ritmo de trabalho para atender as demandas do processo de ensino e aprendizagem.

 
O trabalho na área da educação especial requer do professor uma formação, capacitação e atualização constantes, pois, estes alunos, não apresentam um quadro clínico único e fechado, e sim, um conjunto de co-morbidades e fatores que influenciam diretamente na sua aprendizagem e desenvolvimento.

 
Além de embasamento teórico e clinico, os professores que atuam com alunos com necessidades educativas especiais necessitam ter conhecimentos a cerca da educação geral os quais os ajude a lidar com a diversidade de fatores que afetam o rendimento escolar destes sujeitos.

 
Temos que levar em conta que a educação e a escolarização destas crianças, adolescentes e adultos não são um evento, e sim, um processo o qual não pode ser avaliado sob a ótica clínica decorrente de uma patologia que aponta para limitações e/ou incapacidades.

 
O aprofundamento e a formação continuada são imprescindíveis para que possamos acompanhar os avanços tecnológicos e sociais dentro de uma sociedade globalizada como a que vivemos.