INCLUSÃO: O TDAH E O AUTISMO

IMAGEM DE UMA CABEÇA MONTADA COM AS PEÇAS DE UM QUEBRA CABEÇA

O TDAH E O AUTISMO

Os pais e os pesquisadores sabem há muito tempo que o transtorno de déficit de atenção / hiperatividade (TDAH) muitas vezes acompanham o autismo.

Estudos recentes têm ajudado a aprofundar nossa compreensão sobre por que isso acontece e como isso afeta a qualidade de vida. Um importante estudo, nos Estados Unidos, olhou para mudanças genéticas em indivíduos com TDAH ou autismo.  Outro se preocupou com a frequência com que os pais vêem os sintomas de TDAH em seus filhos e como estes sintomas afetam o funcionamento e qualidade de vida diária de seus filhos.

O resultado do primeiro estudo é que as alterações genéticas observadas em pessoas com TDAH envolvem frequentemente os mesmos genes que são associados ao autismo. Esta descoberta pode ajudar a explicar por que muitos dos que estão no espectro do autismo também lutam com os sintomas de TDAH.

Em outras palavras, se esses transtornos compartilham um fator de risco genético, é lógico que muitas vezes ocorrem em conjunto. Esses insights podem melhorar a forma como diagnosticar e tratar estas questões.

O segundo estudo ajudou a esclarecer como comumente as crianças no espectro do autismo são afetados por sintomas de TDAH e documentou como isso afeta sua função diária e qualidade de vida. Talvez a observação mais notável foi que, embora os sintomas de TDAH claramente piorem a função diária e qualidade de vida para crianças com autismo, apenas cerca de 1 em cada 10 estavam recebendo medicação para aliviar os sintomas.

Estudos têm mostrado que os medicamentos para TDAH melhoraram a qualidade de vida para muitas pessoas. No entanto, precisamos de mais investigação sobre a forma como estes medicamentos funcionam para as pessoas que também são afetadas pelo autismo.

Os medicamentos podem produzir efeitos secundários, tais como diminuição do apetite, irritabilidade, explosões emocionais e dificuldade em adormecer. Efeitos colaterais comuns dos agonistas alfa incluem sonolência e irritabilidade.

Uma pessoa pode responder negativamente a um destes medicamentos e outro pode ser menos problemático. Em um nível prático, isso pode exigir um período experimental de vários medicamentos diferentes  antes de o medicamento com o maior benefício e menos efeitos secundários é encontrado.

É importante trabalhar com o médico da criança e terapeutas comportamentais para adequar o tratamento as reais necessidades da criança.

FONTE:Autism Speaks

ativi614

Grupo formado por professores para divulgação de trabalhos na área da educação especial.