INCLUSÃO: INCLUSÃO DIGITAL

LOGOTIPO DA INCLUSÃO DIGITAL

 

INCLUSÃO DIGITAL

No passado, a tecnologia usada nas escolas era o papel e o livro. Naquela época, isto era um avanço mas seu uso era baseado na memorização de conteúdos sem se preocupar com o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para que o aluno pudesse trabalhar com a informação e, por consequência, transformá-lo em conhecimento.

Hoje em dia, não podemos fugir dos adventos tecnológicos. Contudo, ainda temos escolas e professores que acham que a nova proposta de inclusão digital é deixar de lado os trabalhos, conteúdos e procedimentos  tradicionais da sala de aula.

Esta é uma visão errônea e, muitas vezes, derivada do medo de mudar. Mudar crenças e valores pré-estabelecidos cansa, dá trabalho, faz com que sejamos invadidos e questionados.

Inclusão digital é o nome dado ao processo de democratização do acesso as tecnologias de informação e de comunicação que tem como objetivo inserir a todos em uma sociedade que vem sendo chamada de sociedade da informação.

Mas esta inserção não se limita ao acesso  físico, e sim, a sua com competência para usar. Nossos alunos, na sua maioria, são nativos digitais pois nasceram e cresceram em uma era de adventos tecnológicos.

Até a metade do ano passado, o professor e o livro eram as principais fontes de conhecimento para a maioria da população. Hoje sabemos, que a criação do conhecimento implica em um processo de colaboração conjunta. Quando relacionamos os novos conceitos a aqueles que já temos, toda a estrutura cognitiva do sujeito se modifica.

A inclusão digital fez com que o aluno interagisse mais com a fonte do conhecimento fazendo com que ele indague, questione, levante hipóteses, tirando o sujeito do papel passivo de mero receptor de informação, para um papel ativo de construção e reconstrutor da informação.

Mas isto não é nada de novo. Tecnologias são usadas desde os primórdios. A de hoje é digital mas, nas cavernas, os homens entalhavam desenhos nas paredes, no Egito eram hieroglíficos e, durante a guerra, havia o código Morse. Tudo isto, em sua época, foi avanço, foi tecnologia.

O professor não perdeu o seu papel no processo de aprendizagem  e nem foi substituído pela máquina. Não existirá um bom uso dos avanços tecnológicos se os professores não estiverem presentes para ajudarem os alunos a buscarem e verificarem a informação.

Contudo, temos que ter claro que para o aluno tirar proveito da tecnologia para a construção de seu conhecimento, não é suficiente apenas colocá-lo em contato com ele. Este aluno tem que ser estruturado didaticamente com os melhores recursos possíveis.

Quando usamos a tecnologia de forma adequada, de maneira organizada e gerenciando as informações, criamos um conflito cognitivo o qual leva a aprendizagem.

Hoje em dia, temos livros digitais, livros didáticos com acesso a internet. Os recursos disponíveis na WEB, e em outras fontes, não se limitam ao conteúdo e as suas próprias atividades oportunizando a diversidade.

Chats, blogs, animações explicativas e ajudam o aluno a autorregular a sua aprendizagem pois cada indivíduo dá um ritmo aos estudos. As atividades criativas colocam em jogo habilidades cognitivas de ordem superior as quais são altamente motivadoras levando a uma educação voltada para a competência.

O ensino se torna mais atraente e a organização mais fácil pois podemos contar com tabelas de avaliação, portifólios educacionais e digitais, trabalhos com centros de interesses , espaços físicos ou virtuais e estruturados pelos professores e  imprensa escolar como uma atividade jornalística para desenvolver competências linguísticas.

Além disso, os professores podem utilizar um repositório de recursos, ou seja, um espaço digital onde são guardados os objetos (materiais suportados por tecnologia que podem ser classificados e reutilizados) e conteúdos de aprendizagem para serem reutilizados  e sites como o webeduc que possui material de pesquisa de livre acesso.

 

 

 

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INCLUSÃO: LATERALIDADE: O DILEMA DOS PROFESSORES

IMAGEM DE DOIS MENINOS TIRANDO UM COELHO DA CARTOLA UM PELA DIREITA E OUTRO PELA ESQUERDA

 

LATERALIDADE: O DILEMA DO PROFESSORES

A lateralidade é uma questão que preocupa os professores que, frequentemente, se queixam que os alunos não conseguem se localizar nas noções de direita e esquerda.

Até os sete anos é comum as crianças apresentarem algumas dificuldades nesta área. Contudo, temos que ter claro qual a dominância manual, ocular, de pé e de ouvido do nosso aluno.

- dominância manual: observe que mão o aluno usa para escrever, recortar, pentear o cabelo, escovar os dentes, pintar e comer. Peça para ele reproduzir estas ações e vá anotando. Aquela mão que ele usar por mais vezes é a sua dominância manual;

- dominância ocular: faça o teste do canudo, ou seja, coloque uma gravura colada na parede e dê a ele um rolo de papelão. Peça que ele coloque na frente de seu nariz e afaste procurando olhar a gravura pelo canudo. Veja que olho ele escolheu. Depois ofereça aquelas antigas televisões que contém uma foto dentro e um buraco para a visualização. Anote que olho ele escolheu;

- dominância do pé: peça que ele conduza uma bola, com o pé, até um local determinado. Veja o pé que ele utilizou para fazer o trajeto;

- dominância do ouvido: peça que ele atenda a um telefone de brinquedo e um celular e veja que ouvido ele escolheu.

A lateralidade cruzada acontece quando existe uma dominância ocular diferente da manual.

Este fator pode levar o aluno a ter dificuldades no processo de alfabetização manifestando lera espelhada, dificuldades em escrever na margem e de se organizar no caderno.

Para auxiliar o aluno podemos usar um estímulo externo que estimule a localização. Com o uso, está passa a ser automática.

Podemos colocar um relógio no pulso esquerdo explicando, para o aluno, que geralmente usamos o relógio no pulso esquerdo. Depois levante dado de coisas que costumamos fazer com a mão direita e esquerda salientando a diferença entre destro e canhoto.

Para os alunos destros peça que eles tentem escrever e pintar com a mão esquerda. Quando eles notarem a dificuldade, saliente que usamos a mão direita para escrever. Com os canhoto faça o contrário.

Com o relógio no pulso, peça que ele mostre as partes do corpo que ficam do lado esquerdo e direito. Com o tempo, vá variando a atividade pedindo que eles toquem com a mão direita no olho esquerdo, usando balões de diferentes cores nas mãos esquerda e direita e crie novas situações.

Para aqueles que tem a letra espelhada e dificuldades em respeitar as margens do caderno, coloque bolinhas como um lembrete por onde eles devem iniciar, pinte as margens do caderno para ajudar na orientação. Pinte parte da linha para introduzir parágrafos, mas com o tempo vá retirando as pistas.

Algumas brincadeiras podem ser adaptadas e usadas para trabalhar a lateralidade como:

- passa passa: passar a bola pela esquerda ou direita;

- pula pula: percorrer um caminho pulando num pé só primeiro com o direito e depois com o esquerdo;

- fura balão: com um balão amarrado ao pé, furar o balão do colega definindo se é o da direita ou da esquerda;

- mude de casa: colocar arcos no chão e pedir que os alunos mudem de casa para a direita ou para a esquerda;

- emite o chefe: pedir que levantem partes do corpo igual ao chefe: braço direito, perna esquerda.

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INCLUSÃO: A INFORMÁTICA AUXILIANDO AS PESSOAS QUE APRESENTAM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

IMAGEM DE UMA CABEÇA DE LADO COM QUATRO ROLDANAS COLORIDAS APARECENDO

 

A INFORMÁTICA AUXILIANDO AS PESSOAS QUE APRESENTAM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

Ao escolhermos a informática para auxiliar no processo de aprendizagem de alunos que apresentam necessidades educativas especiais, temos que ter claro que tipo de atividades e softwares vamos utilizar.

Entre os recursos disponíveis podemos encontrar:

- programas gráficos: que estimulam a criatividade pois tem como objetivo facilitar a alteração e criação de imagens. Os mais usados são GIMP, COREL e PHOTOSHOP;

- programas educativos; os quais reforçam atividades e conteúdos escolares. Eles possuem um caráter pedagógico, e não lúdico e ocupacional, pois repassamos, assentamos, reforçamos, ampliamos e avaliamos conceitos em um nível sucessivo. Eles são considerados educacionais a partir do momento que podem ser contextualizado dentro do processo de ensino e aprendizagem.

No site http://portaldoprofessor.mec.gov.br/link.html?categoria=9 podemos encontrar vários softwares educacionais disponíveis.

- programas de simulação: é a criação e utilização de modelos de um sistema ou processo real com o propósito de realizar uma análise  mais detalhada que permita entender como este funciona.

http://www.nce.ufrj.br/GINAPE/jlinkit/downloadgeral.htm

- programas diagnósticos: que medem os conhecimentos, capacidades e aptidões.

http://www.nce.ufrj.br/ginape/tdah/internacionais.html

- programas de guia didático: que incluem algumas funções do professor. Muito usado com a educação a distancia;

- programas de construção de modelos: permite que os alunos construam modelos estimulando a criatividade;

http://sitededicas.ne10.uol.com.br/linkshr.htm

- programas de modelagem didática: especialmente elaborados para trabalhar um tema específico.

- programas de suporte lógico: processadores de texto e de cálculo.

Existem programas abertos, que são os softwares livres, os quais não necessitam das licenças dos usuários.

http://pt-br.libreoffice.org/

http://sleducacional.org/blog/

 

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INCLUSÃO: A LATERALIDADE E A DIRECIONALIDADE: SUAS INFLUÊNCIAS NA EDUCAÇÃO

Plano-de-aula-direcionalidade-lateralidade-dedos

 

A LATERALIDADE E A DIRECIONALIDADE: SUAS INFLUÊNCIAS NA EDUCAÇÃO

 

A lateralidade e a direcionalidade encontram-se muito relacionadas com a estruturação espacial.

A lateralidade se traduz a percepção integrada dos 2 lados do corpo, ou seja, a orientação do corpo em relação ao mundo exterior. Esta noção vai influenciar na aprendizagem das noções em cima e embaixo, anteriores e posteriores.

A direcionalidade é a capacidade para transferir a lateralidade para as noções de esquerda-direita dos objetos no espaço. Depende principalmente do controle visual.

É por volta dos 6 aos 8  anos que a lateralidade se consolida. Contudo, bem antes a criança já expressa a preferência por uma das mãos quando realiza as suas atividades.

Este fenômeno é dirigido pelo cérebro onde os lados opostos do corpo comandam uns aos outros, ou seja, quando o lado esquerdo predomina a pessoa é destra e quando o lado direito predomina, a pessoa é canhota.

Os canhotos já sofreram bastante. No passado, era comum amarrar as mãos de uma criança canhota, para que ela se tronasse destra, pois utilizar a mão esquerda era associado ao mal (bruxaria).
isto provocava sérios danos a crianças levando a problemas de aprendizagem.

Os transtornos na lateralidade mais comuns são a lateralidade contrariada, a lateralidade cruzada e o ambidestrismo.

A lateralidade contrariada acontece quando o indivíduo tem o lado dominante que o torna canhoto mas, por influências ambientais, é obrigado a escrever com a mão destra. A lateralidade não dominante é imposta a ela.

O ambidestrismo acontece quando a criança utiliza indistintamente os dois lados de seu corpo para realizar as coisas.

A lateralidade cruzada é quando se apresenta a mão esquerda predominante, ao mesmo tempo em que a perna direita é a que se destaca; ou no caso de se ter o uso da mão direita e o olho canhoto. Estas crianças precisam então se submeter a um processo de organização da sua psicomotricidade, ou seja, de autocontrole muscular – atividades escritas, visuais e motoras – para sintonizar estas predileções e evitar problemas futuros de aprendizagem e noção espacial.

No cotidiano podemos notar:

- dificuldades em encontrar a direção onde se confunde, com frequência, a esquerda, direita, dentro, fora, em cima, embaixo;

- dificuldade em realizar representações mentais;

- dificuldades em se adequar seu corpo no espaço onde não percebe as reais proporções de eu corpo;

- dificuldades em se adequar e se deslocar no espaço onde são estabanados, esbarram nas coisas, causas acidentes;

- dificuldades de aprendizagem onde tem dificuldade para aprender a ler e escrever, iniciam exercícios e cálculos pelo lado errado;

- dificuldades em organizar-se em períodos de tempo.

Na escola temos que apostar em exercícios que desenvolvam a habilidade de direita e esquerda em relação ao seu próprio corpo e em relação ao espaço na sua volta (como levantar e baixar a perna direita e esquerda, fazer um bambolê rodar com uma parte do corpo específica, usar balões e outras pistas para marcar o lado direito e esquerdo antes de solicitar a evocação de direita e esquerda, e assim por diante;

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INCLUSÃO: APRENDIZAGENS UNIVERSAIS BÁSICAS E FUNÇÕES COGNITIVAS BÁSICAS

IMAGEM DE DUAS CRIANÇAS DE LADO COM VÁRIAS INFORMAÇÕES SAINDO DA SUA CABEÇA

 

APRENDIZAGENS UNIVERSAIS BÁSICAS E FUNÇÕES COGNITIVAS BÁSICAS

Para que um aluno possa se alfabetizar ele tem que ter habilidades, competências e conhecimentos básicos.

As aprendizagens universais básicas são:

- integração do esquema corporal: conhecimento das partes e detalhes do corpo, memorização da imagem corporal, lateralização do esquema corporal, reconhecimento de direita e esquerda em si mesmo, no espaço e nos outros;

- motricidade estática: equilíbrio estático, equilíbrio e controle postural, independência segmentar do corpo e interiorização do corpo em movimento;

- motricidade dinâmica equilíbrio dinâmico, controle de movimentos, coordenação e movimentos, interiorização do corpo em movimento e automatização dos movimentos usados;

- motricidade manual: independência segmentar do braço, dos braços e pernas, controle dos movimentos manuais, coordenação dos movimentos manuais e coordenação mão/pé, mão/olho.

Associado a isto, temos que pensar no desenvolvimento das funções cognitivas básicas que são:

- identificação;

- pareamento;

- quantidade;

- relação espacial;

- Relação temporal;

- figura fundo;

- ordem e sequencia;

- classificação;

- comparação;

- memória;

- associação de ideias;

- análise e síntese;

- linguagem.

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INCLUSÃO: TRANSTORNOS DE MEMÓRIA

IMAGEM DE UM CÉREBRO DE PERFIL COM UM LÁPIS APAGANDO ALGUMAS PARTES

 

TRANSTORNOS DE MEMÓRIA

 

O trabalho prioritário do nosso cérebro é mantermos vivos. Qualquer ameaça ativa o sistema de memória. Algumas informações são acionadas na nossa memória sem que a gente perceba. Ex: dirigir um carro. Para a aprendizagem temos que usar a nossa memória de curto prazo e a nossa memória de longo prazo.

Na verdade temos vários tipos de memória.

A memória visual imediata permite a criança reconhecer imediatamente os estímulos apresentados. Quando ele é pobre, a criança não consegue reter as informações. Ela se torna necessária para a ortografia.

Quando a memória auditiva é deficitária as crianças não conseguem seguir instruções longas, onde as instruções devem ser dadas em partes. Estas crianças acabam tendo dificuldades para recordar certas palavras , usualmente dizem “essa coisa” no lugar da palavra.

A memória auditiva imediata para letras e números é uma destreza do hemisfério esquerdo e, memorizar ritmos, melodias, tom e inflexão de voz são destrezas do lado direito. Para memorizar as combinações de letras com os sons é uma destreza que exige ação de ambos os hemisférios.

Existe também a memória cinestésica ande a criança necessita tocar para aprender e poder reter a informação.

O processo de memorização passa por quatro fases:

  • Fixação ou registro das lembranças – apreensão perceptiva do fato onde a motivação, a atenção e a afetividade fazem toda a diferença.
  • Armazenamento – o que é percebido é comparado com outras informações e armazenado.
  • Evocação – se faz uso das lembranças de forma espontânea e voluntária quando se torna consciente com uma determinada finalidade.
  • Reconhecimento – que é a identificação da lembrança evocada.

O nosso cérebro é inimigo da incoerência. O que não tem significado não fica armazenado.

A memória visual é básica para a aprendizagem da leitura e da escrita. Quando a memória visual imediata é deficitária, temos que buscar outras estratégias para compensar este déficit.

Quando a memória auditiva é deficitária, o aluno tem dificuldades em seguir as instruções.

TIPOS DE MEMÓRIA:

  • Memória de curto prazo (memória imediata ou memória de trabalho).
  • Memória de longo prazo que é dividida em:
  • Memória sensorial: (auditiva e visual);
  • Memória declarativa:  (memória explícita que é o que a gente recorda);
  • Memória episódica: (memória biográfica que guarda dados do acontecido em um determinado espaço e tempo);
  • Memória semântica: (memória geral para fatos do mundo, regras e tabuadas);
  • Memória processual: ( memória para habilidades e hábitos).

PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO:

  • Registro ou memória sensorial – a informação é captada pelos sentidos e são selecionadas com base na importância. Se não fosse assim, nós teríamos um curto circuito no nosso cérebro.
  • Memória de curto prazo – a informação que não foi descartada fica para ser usada na memória de trabalho. A memória imediata é acionada por cerca de 30 segundos para que possamos determinar a sua importância.

Depois que a memória de trabalho reuniu, separou e trabalhou as informações, ela vai ser armazenada em outro local.

ESTRATÉGIAS PARA AS DIFICULDADES DE MEMÓRIA:

A memória depende da retenção. Esta se refere ao processo pela qual a memória a longo prazo preserva uma aprendizagem de maneira que possa ser localizada, identificada e relembrada de forma precisa no futuro.

O grau de atenção do indivíduo, a duração desta, o tipo de prática que teve e a influência das atividades passadas vão influenciar diretamente na memória.

Para ajudar o aluno podemos usar técnicas de memorização, organizar a informação por categorias, memorizar listas, utilizar música e ritmo para ensinar a tabuada, usar sinais de trânsito para ensinar pontuação, ressaltar aspectos importantes em um texto ou exercício com cores diferentes, usar estratégias orais, auditivas e cinestésicas para introduzir um conteúdo, realizar repetição de exercícios, realizar conexões e associações  a alguma palavra conhecida, reduzir a quantidade de informação apresentar as informações de várias maneiras.

ESTRATÉGIAS PARA AS DIFICULDADES DE MEMÓRIA VISUAL:

  • Apresentar objetos com figuras, concretos e manuseáveis.
  • Dar cartões com formas para copia.
  • Dar cartões com seqüência de letras e números para cópia.
  • Mostrar figuras, pedir que identifique e organize por categorias.
  • Jogos de esconder pessoas e objetos para relembrar o que foi retirado.
  • Jogos de encontrar semelhanças entre palavras, comparar palavras pequenas e grandes, associar palavras a desenhos, formar outras palavras usando letras da palavra anterior.
  • Devemos tomar cuidado pois, se a memória visual é pobre, todos os tipos de memória estão comprometidos.

ESTRATÉGIAS PARA AS DIFICULDADES DE MEMÓRIA AUDITIVA:

  • Atraia a atenção da criança chamando-a pelo nome;
  • Mantenha contato visual;
  • Encurte as frases e limite-se a elementos mais importantes;
  • Coloque ênfase nas palavras chaves;
  • Não dê muita informação de uma vez só;
  • Peça para ela uma curta repetição da instrução;
  • Ensine a criança a verbalizar o que ela vai fazer (primeiro, depois, por último);
  • Evite falar em um só tom e varie o tom, volume e ritmo da fala e ajude o aluno usando a instrução também pela via visual e cinestésica.

ESTRATÉGIAS PARA AS DIFICULDADES DE MEMÓRIA AUDITIVA:

  • Brincar de eco com três tons;
  • Repetição de seqüência com palmas e batidas;
  • Dar duas a três instruções para que a criança execute;
  • Brincar com frases aumentando o tamanho;
  • Brincar de restaurante servindo as sobremesas na ordem certa;
  • Memorizar poesias, canções e rimas;
  • Dizer uma série de palavras, ler uma história ou mostrar um desenho descrevendo-a em detalhes e, após, pedir para o aluno desenhar;
  • Brincar de mensageiro, telefone sem fio, lista de cores para a criança repetir, usar gráficos de palavras, brincar de meu tio foi viajar.
  • Estratégias para melhorar a atenção auditiva e visual:
  • Jogo do despertador (procurar o relógio), jogo da corrente com a letra inicial e final e telefone sem fio;
  • Colocar objetos e pedir que a criança descreva este. Ir aumentando o número de objetos, colocar e tirar objetos pedindo que a criança diga o que falta e o que foi colocado, dar letras móveis e pedir que escreva coisas que estão presentes na sala, trocar as crianças de posição e pedir que ela diga quem trocou de lugar;
  • Marcar as figura iguais a do modelo e procurar usar letra como: p,b,d,q,u,n,m,e,a,f,j,g e figuras geométricas com posições diferenciadas;

 

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INCLUSÃO: O TDAH E O TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITANTE

IMAGEM DE UMA MENINA APONTANDO COM CARA DE QUEM ESTÁ DANDO  UMA ORDEM

 

O TDAH E O TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITANTE

 

As crianças que apresentam TDAH, além dos sinais relativos à desatenção, hiperatividade e de impulsividade, podem apresentar traços de reiterada oposição, teimosia acentuada, afronta as figuras de autoridade, negativismo, provocação mostrando, desta forma, uma conduta desafiante.

Estas crianças necessitam de acompanhamento psicológico que ajudem a criança a lidar com os sentimentos de frustração e, desta forma, buscar formas saudáveis de colocar para fora os sentimentos de hostilidade.

Segundo Russell Barkley, este transtorno aparece, pois a criança não aprende a modular seus sentimentos de raiva devido à dificuldade de regular os afetos e sentimentos enquanto os pais, por falta de orientação e por, muitas vezes, apresentarem TDAH, não conseguem exercer adequadamente a função de moduladores dos afetos dos filhos, pois estas faltam neles mesmos.

Para isto os pais devem:

- evite dar ordens à distância, ou seja, ficar gritando e dando ordens em um cômodo da casa enquanto a criança está em outro. Quando tiver que impor um limite, chegue perto da criança e olhe nos seus olhos colocando o limite com firmeza e não aos gritos;

- não dê ordens complexas e longas de uma vez. Ao invés disto, solicite as tarefas em etapas, pois é mais fácil para ela entender e cumprir o que foi solicitado. Isto ajuda para que a criança entenda a distinção entre ser rígido e rigoroso;

- não argumente demais quando está chamando a atenção de seu filho. Quando a explanação é muito longa provavelmente ele não vai lembrar de todo o seu discurso no final. Seja claro e objetivo no que você quer dizer;

- evite usar os termos “se comporte bem”, “seja um bom menino”, “me deixe orgulhosa”. Ao invés disto, diga claramente o que espera dela e de suas atitudes;

- não dê as ordens sobre a forma de pergunta. Você vai tomar banho ou não? Seu filho pode dizer que não e a discussão inicia. Ao invés disto diga: Vá tomar banho.

- procure colocar limites com um tom de voz calmo e firme e não com tom de ameaça ou de irritação. Nem sempre o ataque é a melhor saída;

- coloque os limites e exponha as ordens com antecedência. Avise a ela que após acabar o filme que ela está vendo, ela irá fazer os deveres de casa e cobre a sua realização. Ceder de vez em quando não ajuda a colocação de limites.

- se a mandar fazer algo cobre a sua realização. Ficar gritando “eu já te mandei”, “não vou falar de novo” e assim por diante não ajuda em nada. Isto é uma forma de treinar a desobediência.

 

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INCLUSÃO: EXERCÍCIOS AUXILIARES PARA A DISLEXIA – PARTE 2

IMAGEM DE UM MENINO OLHANDO PARA UMA PAREDE TENTANDO ADVINHAR SE A LETRA QUE ELE VÊ É O N OU O Z

 

EXERCÍCIOS AUXILIARES A DISLEXIA – PARTE 2

PINTE AS FIGURAS QUE COMEÇAM DA MESMA FORMA 2
PINTE AS FIGURAS QUE COMEÇAM DA MESMA FORMA 2

 

PINTE AS FIGURAS QUE COMEÇAM DA MESMA FORMA
PINTE AS FIGURAS QUE COMEÇAM DA MESMA FORMA

 

PINTE O QUE TEM A MESMA FUNÇÃO 1
PINTE O QUE TEM A MESMA FUNÇÃO 1

 

PINTE O QUE TEM A MESMA FUNÇÃO 2
PINTE O QUE TEM A MESMA FUNÇÃO 2

 

PINTE O QUE TEM A MESMA FUNÇÃO 3
PINTE O QUE TEM A MESMA FUNÇÃO 3

 

PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 1
PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 1

 

PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 2
PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 2

 

PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 3
PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 3

 

PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 5
PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 5

 

PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 4
PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 4

 

PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 6
PINTE OS DESENHOS COM A LETRA MARCADA 6

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INCLUSÃO: TRANSTORNOS DA ATENÇÃO

IMAGEM DE UM MENINO SEGURANDO MUITAS COISAS AO MESMO TEMPO

 

TRANSTORNOS DE ATENÇÃO

 

A atenção é a condição básica para o funcionamento dos processos cognitivos já que envolvem à disposição neurológica do cérebro para a recepção dos estímulos. Ela nos permite escolher e selecionar as estratégias mais adequadas para alcançar o objetivo perseguido.

Para prestar a atenção temos que focalizar, manter uma concentração direta na atividade, ser seletivo e resistir à distração e sustentar e manter a atenção.

 

ESTRATÉGIAS PARA AS DIFICULDADES DE ATENÇÃO:

Estas crianças tem dificuldades de se estruturar-se internamente e organizar-se. Sendo assim, elas necessitam de uma ambiente ordenado, consistente e previsíveis com normas e limites muito claros.

As aulas devem ser divididas em períodos definidos, as atividades devem ser detalhadas, o horário colocado em lugar visível e relembrado passo a passo, ou seja, o horário para ler, escrever, matemática, recreio, matemática, esporte e artes.

As informações devem ser apresentadas de forma prática  e concreta, tentar cumprir o que foi planejado pois não lidam bem com as mudanças e não tem boa tolerância a frustração e manter um bom contato visual com o aluno pois é base para o trabalho.

Se um aluno tem que ler um texto, não irá concluir uma leitura longa. Sendo assim, a atividade deverá ser dividida em partes como por exemplo:

  • primeiro você vai ler as perguntas que deverá responder;
  • leia com cuidado o texto.
  • realize uma segunda leitura do texto. Leia as partes que você não entendeu.
  • sublinhe as idéias mais importantes que você encontrou.
  • volte a ler a primeira pergunta e veja se você consegue responder. Escreva a resposta.
  • faça o mesmo com as outras perguntas. Se tiver dificuldade para responder me peça ajuda.
  • responda todas as perguntas que poder e me entregue a folha quando acabar.
  • A aula deve ter um fio condutor. Se vamos pulando de um conteúdo para o outro a criança se  perde.
  • As provas não devem ser aplicadas com freqüência e com limite de tempo.
  • As tarefas para casa não devem ser longas e entediantes.
  • Sente a criança em uma área silenciosa, perto de alguém que seja um bom modelo e que possa apoiá-la na aprendizagem;
  • Dê regras e instruções parceladas;
  • Não faça atividades com limite de tempo, permitir um tempo extra para terminar trabalhos;
  • Entregar os trabalhos um de cada vez;
  • Reduzir a quantidade de deveres de casa;
  • Dar instruções orais e escritas, tentar envolver a criança na apresentação dos temas e estabelecer sinais secretos com a criança;
  • Ignorar comportamentos inapropriados menores;
  • Usar o time out;
  • Supervisionar recreios e horários livres;
  • Tentar evitar críticas e sermões;
  • Reforçar comportamentos positivos;
  • Oferecer a ele a possibilidade de movimento;
  • Permitir descansos curtos entre os períodos de atividade;
  • Acostumá-lo a checar e corrigir trabalhos e provas para identificar os erros e permitir que se levantem enquanto trabalham.

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