INCLUSÃO: AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO TECNOLOGIA ASSISTIVA

IMAGEM DE UM TECLADO ADAPTADO

 

                AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO TECNOLOGIA ASSISTIVA:

Algumas tecnologias de informação e comunicação, quando utilizadas na educação especial, estão interligadas aos recursos da tecnologia assistiva devido a sua estrutura e possibilidade de aplicação.

Quando utilizamos o computador para quem não tem uma escrita funcional, vídeos com legendas, em LIBRAS, close caption e leitores de tela para o acesso as informações no computador, estamos usando a tecnologia assistiva para potencializar as TIC.

Segundo Santarosa (1997), as TIC e a tecnologia assistiva se fundem nos seguintes aspectos;

  • As TIC passam a constituir-se como auxiliares na comunicação a partir do uso de comunicação aumentativa e alternativa, via computador, com a utilização de softwares especiais como BLISS, PCS, Invento e Boardmaker Speaking Dynamically Pro;
  • As TIC transformam-se em possibilidade de controle do ambiente através do uso de controles remotos, especialmente projetados para pessoas que dependem da tecnologia, para o acionamento dos produtos do ambiente;
  • As TIC tornam-se ferramentas de aprendizagem pela utilização de livros didáticos em Braille, áudio livros, vídeos com legendas, histórias infantis com adaptações narradas via computador, livros adaptados com sinais de comunicação aumentativa e alternativa e adaptações para o manuseio do livro;
  • As TIC convertem-se em ferramentas de inserção no mundo de trabalho produtivo pelas adaptações físicas, no local de trabalho, no que se refere a adaptações ambientais e de hardware;
  • As TIC tornam-se ferramenta de inserção na comunidade, com vistas a uma social produtiva, através de interpretes de LIBRAS em órgãos públicos, caixas eletrônicos adaptados a cadeiras de rodas, cabines telefônicas rebaixadas, telefones especialmente projetados para pessoas surdas, sinaleiras para cegos e audiodescrição.

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INCLUSÃO: COMO AJUDAR SEU FILHO A TRABALHAR A ATENÇÃO EM CASA?

IMAGEM DE UM MENINO ESCREVENDO EM UM LIVRO DE PERFIL

 

COMO AJUDAR SEU FILHO A TRABALHAR A ATENÇÃO EM CASA?

Nos dias de hoje, o diagnóstico que mais aparece nas escolas brasileiras é de déficit de atenção. Pais e professores convivem com esta dificuldade todos os dias.

Com atitudes simples, os pais podem ajudar o seu filho em casa a trabalhar e reforçar a capacidade de atenção com atitudes tais como:

v  Ter um ambiente familiar tranquilo que não prime pelo stress, brigas, desordem e falta de rotina que levam ao nervosismo;

v  Evitar, se possível, atitudes como realizar as alimentações cada dia em uma casa, dormir a  hora que quiser, ver televisão de madrugada e trocas frequentes de escola;

v  Não deixar os seu filho ver televisão antes de ir para a escola pois ela é mais estimulante que as atividades escolares;

v  Controlar o uso de videogames em larga escala durante o dia pois estes  jogos, apesar de estimularem a imaginação e a criatividade, implicam um maior esforço mental que acaba faltando nas atividades escolares posteriormente;

v  Melhorar a forma como damos as ordens para os nossos filhos sendo que devemos apostar em normas, regras e ordens simples, claras, diretas e sem superproteção;

v  Faça seu filho dormir o necessário, ou seja, até as 22 horas pois crianças que dormem pouco ou que tem um sono inquieto, manifestam dificuldades de concentração durante o dia;

v  Tome cuidado para tratar os problemas respiratórios como bronquites, alergias e veja se seu filho não é um respirador bucal. Estas condições causam fadiga e irritabilidade;

v  Garanta um tempo de atividades ao ar livre, ou seja, pelo menos uma hora por dia pois as atividades físicas e a natureza ajudam o indivíduo a canalizar a sua energia e vitalidade;

v  Jogue com seu filho utilizando jogos de responder perguntas, de trilha, dama, xadrez, entre outros. Se optar por atividades com lápis e papel, faça desenhos, criação de cenários e outras mas que não reproduzam atividades iguais as que são feitas na escola.

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INCLUSÃO: A NEUROCIÊNCIAS EXPLICANDO A APRENDIZAGEM

IMAGEM DE UM CÉREBRO DE LADO COM AS PARTES DEMARCADAS POR CORES COLORIDAS

A NEUROCIÊNCIAS EXPLICANDO A APRENDIZAGEM

 

Aprender nada mais é que modificar as conexões dos neurônios no cérebro. Quando nascemos, não sabemos que língua vamos falar. Dependendo do que vê e ouve, nosso cérebro vai decidir se vamos falar inglês,português, italiano, espanhol ou outra língua.

O nosso cérebro possui três áreas de vital importância, ou seja, a parte sensorial que recebe e processa as informações vindas do ambiente e criar uma representação mental (hipótese de trabalho), a parte motora que gera uma resposta de acordo com as informações vindas da parte sensorial e córtex pré-frontal que é a parte associativa que fornece complexidade ao nosso comportamento atribuindo emoções e decidindo o que deve ser feito ou não.

As emoções fazem com que o nosso cérebro ative o sistema de recompensa dando um valor positivo ou negativo, ao nosso corpo, que vai gerar a motivação. Temos expressões humanas que são universais: felicidade, tristeza, surpresa, nojo, raiva e medo.

O carinho reduz o stress e acalma o cérebro.

Aprender significa a modificação do cérebro pela experiência. Isto não quer dizer que aprender aumenta as sinapses, e sim, que quando aprendemos  algo fica aquelas que deram certo e elimina-se as que não dão certo.

Quem não tem uma boa experiência sensorial prévia não tem como imaginar e criar. A reativação das representações interna,  a capacidade de visualizar mentalmente aquilo que não está presente e de criar caminhos novos usando a criatividade dependem da experiência. Contudo, esta reorganização e distribuição das funções acontece desde que o cérebro seja usado.

É muito comum quando  alguém perde o movimento de algum membro o cérebro se reorganizar para usar outro.

Um exemplo que podemos colocar é as dificuldades de aprendizagem relacionadas a síndrome do x frágil onde os cérebros destas pessoas ficam congelados em um estado infantil com excesso de sinapses mas de pouco uso.

Com uma idade mais precoce, temos janelas de oportunidades que podem ser definidas como períodos em que o cérebro está mais apto a processar algumas habilidades. Isto não quer dizer que depois deste período não se aprenda. Até os dez anos aprender uma nova língua é mais fácil mas não quer dizer que não possamos aprender depois desta idade.

No caso da dislexia, a maneira como o cérebro processa a informação gera dificuldades específicas na percepção dos sons e suas respectivas letras e em sons específicos. Isto não se traduz em uma incapacidade, mas sim, uma dificuldade.

Contudo, não podemos de deixar de lado os fatores que interferem na aprendizagem que são: atenção, prática, método e motivação.

Se o aluno não consegue prestar a atenção, selecionar adequadamente os estímulos, permanecer concentrado por um período mais prolongado de tempo e não sabe separar os aspectos relevantes dos irrelevantes para a execução de uma aprendizagem dificilmente ele vai aprender. Para que isto seja possível ele tem que ter boas conexões cerebrais, boa alimentação e estímulos adequados. A atenção é a porta de entrada para a aprendizagem pois ela filtra os estímulos do ambiente.

Motivação todos nós temos mas, para manifestá-la, o aluno tem que ser encorajado, tem que receber retorno positivo e o nível da atividade e o método  tem que estar adequado as suas necessidades e capacidades. Tendo vontade, prazer e engajamento o aluno pratica mais e, quanto mais pratica, mais melhora e  mais motivação tem para aprender.

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INCLUSÃO: OS FATORES QUE INTERFEREM NA APRENDIZAGEM

IMAGEM DE UM CUBO MÁGICO

 

OS FATORES QUE INTERFEREM NA APRENDIZAGEM

Costumamos dizer que o aluno deve construir o seu conhecimento. Desta forma, um aluno apto a construir o conhecimento é aquele que é ativo e criativo, que procura as informações além daquelas que recebe, é autônomo, controla suas emoções, autorregula a sua aprendizagem a e utiliza seus conhecimentos prévios para aprender.

Ao professor cabe a responsabilidade de mediar o processo e instruir o aluno de como utilizar adequadamente as estratégias de aprendizado em função do material que tem em mãos. Contudo, diversos fatores podem influenciar o processo de aprendizagem levando ao fracasso escolar. Quando falamos em rendimento escolar temos que ter claro que a nota não é sinônimo de sucesso escolar.

As aspirações, sonhos, medos e dúvidas dos alunos devem ser levados em conta. Desta forma, a aprendizagem, em conjunto com a maturação, é o alicerce para o desenvolvimento integral de um indivíduo e não um simples ato psicomotor. Ela depende do envolvimento do sistema nervoso central e dos fatores externos que favorecem ou prejudicam a aprendizagem.

O aluno tem que ter capacidades, habilidades e competências para aprender. Para aprender não adianta somente estar em aula ou ler um livro. Temos que saber como planejar a nossa conduta, selecionar adequadamente os estímulos, separar os aspectos relevantes dos irrelevantes para a execução de uma atividade e manter o foco da atenção. Aprender a aprender é conhecer quais os métodos e técnicas que favorecem o estudo de acordo com o meus estilos de personalidade, cognitivo e de aprendizagem.

Nesta linha de pensamento, temos que dar um local de destaque para a percepção e a compreensão. A compreensão é muito importante, pois, para que uma aprendizagem seja significativa, temos que entender o que estamos estudando para poder relacionar os conhecimentos novos as experiências prévias. Compreender é entender.

Por outro lado, esta compreensão depende da percepção, pois esta é um processo mental de interpretar e dar significado a uma sensação ou objeto. Através deste significado atribuído, esta percepção propicia a construção do conhecimento.

Dificuldades no âmbito pessoal, acadêmico, socioeconômico e institucional afetam os alunos e podem comprometer todo o processo educativo levando ao fracasso escolar e um baixo rendimento escolar.

No âmbito pessoal, dentre os vários aspectos que podem influenciar o aprendizado e prejudicar o rendimento escolar, a atenção e a motivação merecem um lugar de destaque. A atenção é um processo cognitivo que nos permite selecionar a informação e permanecer concentrado em uma atividade por um período mais prolongado de tempo. Ela é que vai orientar e controlar os nossos sentidos potencializando o que deve ser utilizado e inibindo o que atrapalha.

A motivação é o que nos faz querer aprender e nos leva a buscar cada vez mais. Ela é movimento e ação, ou seja, é aquilo que mantém e dirige o pensamento. Muitas vezes o rendimento escolar pode ser explicado pela motivação do sujeito, pois ela influencia na qualidade das estratégias que um indivíduo utiliza para aprender.

O desinteresse por aprender pode ser percebido, em grade parte dos alunos em nossas salas de aula, independente de ser em escolas públicas e particulares. Isto acontece, em grande parte, porque os alunos encaram a aprendizagem como algo difícil, cansativo e frustrante. A nossa educação formal tem como objetivo perpetuar uma visão de mundo e de estado, repassada ao longo das gerações, através de currículos que determinam o que deve ser aprendido. Muitas vezes, estes currículos não são adequados aos diferentes estilos de personalidade, cognitivos e de aprendizagens levando a desmotivação do educando pelo processo.

Não podemos deixar de mencionar a influência do autoconceito positivo no rendimento escolar dos alunos. O autoconceito definido como o conhecimento que uma pessoa tem a respeito de si mesma, é uma alavanca para a aprendizagem. Um aluno com um autoconceito positivo tem interesse pela tarefa que vai realizar, valoriza e identifica os progressos alcançados, passa da segurança para a insegurança, da dependência para a independência e da ansiedade para a tranquilidade.

Junto com o autoconceito podemos citar a importância da autoestima que é adquirida como resultado de sua história pessoal do aluno e de suas experiências anteriores. Ela está estreitamente relacionada à aprendizagem, pois ajuda o educando a superar as suas dificuldades pessoais, fundamenta a responsabilidade, ajuda na autonomia pessoal, favorece a socialização e ajuda a criar expectativas para o estudo.

Outro aspecto que merece a nossa atenção á a interferência da ansiedade a qual pode agir de forma positiva ou negativa dependendo do grau e de como ela se manifesta. Ela pode nos impulsionar para estudar para uma prova, pois teremos a recompensa da aprovação que será um reforço positivo, como pode dificultar à aplicação dos conhecimentos e a resolução de problemas nos levando a reprovação e a punição, que seria um reforço negativo.

Não podemos deixar de mencionar, também, a importância da memória já que esta, junto com a aprendizagem, é um contínuo, pois a partir do momento que eu adquiro um novo conceito ou uma nova conduta esta resulta em uma alteração nas minhas estruturas mentais e, para aprender, necessitamos de aprendizagens prévias armazenadas para que possamos associá-las a novas informações ampliando o leque de conhecimentos, conceitos e condutas.

Mas não são só os fatores pessoais que interferem no rendimento escolar do sujeito. As dificuldades socioeconômicas enfrentadas pelos alunos tem uma relação direta com o seu rendimento na escola. Famílias com sérias dificuldades econômicas levam a carência alimentar, carência afetiva, pois os pais trabalham até três turnos para suprir as necessidades em casa, pais com baixa escolarização que não possuem condições de ajudar os seus filhos no processo de escolarização, falta de estímulos que auxiliem a aprendizagem, e até, crianças e adolescentes trabalhando informalmente desde a mais tenra idade para auxiliar nas despesas familiares.

Temos ainda dificuldades acadêmicas e institucionais. Em casos particulares, podemos ter alunos com aptidões intelectuais inferiores as esperadas caracterizando um quadro de necessidades educativas especiais os quais, na maioria das vezes, demoram a ser diagnosticados levando o aluno ao fracasso escolar sem que suas necessidades educacionais sejam identificadas. Mesmo quando são diagnosticadas, poucas escolas fazem as adequações curriculares necessárias para potencializar a aprendizagem destes alunos, em grande parte, devido à desinformação e falta de capacitação e de formação do corpo docente.

Devemos levar em conta, também, o clima da sala de aula onde nós professores temos que estar aptos para resolver os conflitos que ocorrem durante o processo potencializando as relações professor-aluno e entre os alunos, respeitar e valorizar as múltiplas inteligências de nossos alunos, investir em processos de avaliação que coloquem os aspectos qualitativos acima dos quantitativos e investir em recursos didáticos, técnicas e estratégias adequadas às quais tenham grau de dificuldades compatíveis com as capacidades do sujeito, pois, caso contrário, estaremos levando nossos alunos ao medo e frustração.

Analisando todos os fatores acima citados, podemos afirmar que o aluno alcançara um bom rendimento escolar a partir do momento que o aluno entenda a função educativa da escola, dê valor ao que aprende, autorregule a sua aprendizagem e seja visto como um ser social que tem capacidades, limitações, dificuldades e necessidades que devem ser levadas em conta e respeitadas.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

PEDROSA, Júlio César; NAVARRO, Adriana. Metodologias de Aprendizagem. Barueri, Grupo Cultural, 2009. 381p.

QUEIROZ, Tânia; GODOY, Célia. Avaliação nossa de cada dia. São Paulo, Rideel, 2006. 311p.

ARTIGOS:

PERRENOUD, Philippe. “Construir competências é virar as costas aos saberes?” Revista Pátio, N.11, NOV, 1999.

 

 

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INCLUSÃO: THE KILDONAN SCHOOL. APRENDENDO A AMAR A ESCOLA NOVAMENTE

IMAGEM DO LOGO TIPO DA KILDONAN SCHOOL

 

THE KILDONAN SCHOOL. APRENDENDO A AMAR A ESCOLA NOVAMENTE

Um acampamento para alunos com dislexia tem ajudado vários jovens a alcançarem o sucesso acadêmico.

A base do programa  é o método Orlon-Gillingham que é uma abordagem de linguagem multissensorial, estruturada, sequencial, cumulativa,cognitiva e flexível a qual vem sendo considerada uma das mais eficazes no caso da dislexia.

Os campistas se reúnem com tutores, que possuem formação para o uso deste método, em sessões diárias de uma hora nas quais aprendem hábitos de estudo com profissionais treinados.

Digitação e tecnologia assitiva estão disponíveis aos alunos e é usado testes padronizados  para avaliar o progresso. Os alunos tem aulas de matemática, português mas, além dos estudos, podem escolher entre uma variedade de atividades como: canoagem, cerâmica, mountain bike, dança, fitness, passeios a cavalo, rafting, natação, tênis, artes visuais, dança, caminhadas, esqui aquático, futebol, beisebol, basquete, capturar a bandeira (comum nos EUA) e golfe.

Os tutores  são treinados e realizam estágios depois do curso.

O KILDONAN foi fundado por Diana Hanbury King,  em 1969, para alunos de inteligência média ou acima da média  que lutam contra a dislexia.

Os alunos veem para o Kildonan com uma vasta gama de competências linguísticas onde realizam a tutoria e é construído um calendário acadêmico que permite que as necessidades individuais de cada aluno sejam respeitadas e continuamente avaliadas e monitoradas.

Eles não perdem tempo com as perguntas dos colegas, não lidam com matérias demasiadamente difíceis e não tem nenhum embaraço em se apresentar na frente das pessoas.

Os interesses e pontos fortes de cada aluno fornecem a direção para a instrução. A escola utiliza a abordagem Orlon-Gillingham, com base em evidências e práticas validadas ao longo dos anos de investigação científica. O Kildonan é credenciado pela academia Orlon-Gillingham dos médicos de clínica e educadores.

Pessoas com dislexia são aquelas que,  em salas de aula tradicionais, lutam com os elementos do nosso sistema de linguagem. O cérebro do disléxico está ligado de tal forma que o habitual caminho para a leitura e escrita funciona  de forma diferente.

Estas diferenças, contudo, trazem consigo vantagens na compreensão das relações visuais e espaciais, na capacidade de fazer conexões entre ideias diferentes para ver uma  grande figura e para  trabalhar com uma gama diversificada de pessoas.

No Kildonan, desenvolve-se um programa acadêmico para tratar cada aluno e desenvolver dons e talentos especiais, que cada um possui, dentro de um programa estruturado, sequencial e individualizado o qual é centrado no aluno reconhecendo as lutas  únicas e os pontos fortes de cada um. Isto permite que eles ganhem a confiança que precisam para serem bem sucedidos.

Ouvir, ler, escrever, lidar com a gestão de tempo e organização são as competências que não são fáceis para alunos com dificuldades na área da linguagem. Estas necessidades são abordadas diretamente na tutoria  e as aulas são sobre exploração de ideias, construção do conhecimento, o criar e colaborar.

As turmas são pequenas e possibilitam a conexão entre os alunos e professores permitindo, desta forma, a individualização, a discussão, desenvolvimento da pesquisa, escrita e habilidades  de discussão.

As aulas são multissensoriais e baseadas em indagações e tecnologias apropriadas para darem, aos alunos, oportunidades de ter sucesso e alcançar o seu potencial acadêmico completo.

Nos anos elementares o currículo é focado no trabalho individualizado, tutorias de linguagem e assuntos  incluindo literatura, matemática, história, ciências e artes que são ministradas em turmas pequenas.

Eles desafiam os alunos a pensarem de forma independente e criativa através do uso de todos os seus sentidos para observar, avaliar e colaborar efetivamente para resolver problemas numa sala de estudos diária na qual os alunos trabalham, em projetos, as habilidades práticas e a independência.

Por se localizar em um campus, a escola oferece amplas oportunidades para o trabalho de campus e viagens. Durante a sua escolarização, enquanto os alunos estão aprendendo e se desenvolvendo, os professores avaliam regularmente o desenvolvimento de sua linguagem e habilidades de leitura para determinar a colocação no ensino médio mais adequado que pode ser o kildonan  Middle school ou outro de  caráter público ou independente.

Durante os anos de ensino médio, eles consideram mais importante ensinar aos alunos a esperarem muito de si. Os currículos acadêmicos são desafiadores, e baseados em projetos, meio ambiente e no reconhecimento das necessidades sociais e emocionais.

É possível elaborar um plano acadêmico para cada criança se eles estiverem na escola desde os anos elementares ou apenas se juntando a escola no ensino médio. Para os alunos de ensino médio, o programa  pode incluir atividades de final de semana adaptadas para as necessidades curriculares, sociais e emocionais específicas de um estudante de ensino médio.

A tutoria assume uma nova dimensão, no ensino médio, quando o desenvolvimento das competências linguísticas  se fundem  com a pesquisa e escrita  e com  as habilidades avançadas de que necessitam para  a universidade ou profissionalização.

Os planos de aula vão além da morfologia da palavra incluindo, desta forma, grego e componentes da palavra latina os quais são importantes para o vocabulário. Os cursos de matemática variam desde a matemática básica até aulas avançadas as quais incluem opções não tradicionais. As tarefas diárias visam a aquisição de conhecimentos e habilidades.

As ciências são ensinadas com uma perspectiva de inquérito de base os quais incluem temas como saúde, corpo humano, biologia, química, física e ciência do ambiente. Os alunos teem aulas de literatura americana, do mundo e sênior que se concentram na apreciação e análise de romances, contos, teatro e poesia.

A escrita, pesquisa, vocabulário e habilidades de discussão desempenham um papel central no currículo da literatura. Nos cursos de estudos globais, eles estudam a história americana, governo e economia e ensinam os alunos a identificar e analisar os acontecimentos e as  atitudes de várias culturas,ao longo do tempo e como fazer conexões entre eles.

Quando os alunos se formam eles são maduros, confiantes, competentes e preparados para ter sucesso na faculdade. Eles entendem como eles aprendem, aprendem a gerir o seu tempo de forma eficaz e são motivados para enfrentar os desafios que temos pela frente.

Uma característica fundamental do programa é a formação individualizada e que possam usar a tecnologia para lidar com as demandas do ensino médio e superior. Na escola eles usam speech to text, dispositivos eletrônicos de mapeamento e outros softwares especializados disponíveis.

A tecnologia assistiva vai além do laboratório de treinamento criado. Existe um uso seletivo da tecnologia nas sessões de tutoria e na classe que ajudarão o aluno a ler, escrever , organizar as ideias e  sintetizar informações, mais facilmente, bem como ter a confiança para a construção e capacitação para prosperar.

Apresentações de vídeo e gravações são comuns nas aulas explorando as tecnologias para ajudar os alunos a alcançarem seu potencial. Os alunos usam e são treinados para o uso do co-wreler, dragon naturally, software ginger, Kurzweil 3000, flash, e outros softwares.

As artes nãos são apenas uma atividade extracurricular, e sim, uma parte integrante da abordagem para desenvolver  os pontos fortes dos alunos. Em um estúdio, os alunos se familiarizam com a arte como linguagem visual e exploram formas criativas de pensamento e resolução de problemas que são relevantes no estúdio de um artista.

Os alunos são incentivados a perseguir a arte depois de deixar o Kildonan. A música também é vista como uma ferramenta de aprendizagem crítica, particularmente, no ensino elementar onde as aulas formais de música são oferecidas como parte do currículo.

Cantar melhora o vocabulário dos alunos, a oralidade e a autoconfiança.  Ao tocar um instrumento musical ele constrói e fortalece padrões de sequenciamento, habilidades motoras finas e memória.  Os alunos podem, após a escola, estudar um instrumento ou voz por meio do departamento de artes. O currículo inclui  teoria musical e classes adicionais podem ser adicionadas, ao currículo, com base nos interesses dos alunos.

As conexões visuais, muitas vezes, fortalecem a capacidade de um aluno disléxico de reter e recordar a informação baseada na linguagem. O visual learning Center, cria e implementa materiais visuais  para cursos  e salas de aula os quais são projetados para melhorar a aprendizagem e para atender as necessidades específicas dos estudantes e professores.

Os estudantes formam ligações rapidamente. Eles compartilham sentimentos comuns, uns com os outros, trabalhando juntos em uma equipe esportiva, num conselho infantil ou realizando projetos.

É comum ver um professor de matemática  almoçando com um estudante, um treinador indagando como vai o projeto de inglês de um jogador e um tutor aplaudindo vigorosamente quando seu aluno faz a primeira corrida.

Compartilhando uma diferença de aprendizagem, eles criam um sentimento de afinidade ente os estudantes  que se traduz em um sentimento para a comunidade em geral.

Colocar a responsabilidade social  em prática, para todos os graus de ensino, faz com que os alunos participem de uma série de serviços da comunidade e em projetos de construção dentro e fora do campus incluindo: projeto impacto (projeto de serviços comunitários a base do campus), projeto eye-to-eye (ver), comerstone projetos (ajudando a iniciativa de construção de uma escola na África), em programas de conservação ambiental, visitando asilos locais e na manutenção da horta comunitária.

No projeto eye-to-eye, os alunos do curso Junior e sênior viajem, a cada semana, para uma escola local onde eles trabalham juntos para completar um projeto de arte organizado.

Atividades ao ar livre são incentivadas. Na escola primária é utilizada  a integração de atividades físicas para o dia escolar. Alunos do ensino médio são encorajados a participar de esportes  e atividades de fitness. Eles competem com outras escolas e, a equipe de futebol da escola, foi invicta em 2011 e a de basquete teve bons resultados.

Seja qual for o esporte, os alunos do Kildonan descobrem e desenvolvem os seus takentos naturais. Habilidades se desenvolvem durante o período de esportes e, de volta a tutoria, usam estas habilidades para auxiliar seu progresso na capacidade da linguagem.

No Kildonan, os alunos adoram a mistura de independência e supervisão e os pais amam o ambiente seguro e carinhoso. O campus está localizado a 90 Km de Nova York.

Tradução da fonte original:

http://www.kildonan.org/

 

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INCLUSÃO: AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

IMAGEM DE UM COMPUTADOR DE ONDE SAI VÁRIAS REDES

 

AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

Os ambientes virtuais de aprendizagem podem ser definidos como um ambiente de aprendizagem que tem a capacidade de oferecer condições de aprendizagens aos alunos.

Dentro deles, alunos e professores podem utilizar os fóruns, chats, compartilhamento de documentos e ferramentas de avaliação os quais permitem oportunidades didáticas de maneira semelhante aos outros espaços educacionais.

Não podemos esquecer que estamos em uma era de conectividade onde as tecnologias de informação e comunicação ampliam o acesso ao conhecimento e aproximam as pessoas. Em um ambiente virtual de aprendizagem a organização curricular é disposta de forma sistemática, com roteiros de aprendizagem pré-definidos para cada disciplina, dando a oportunidade de estender as atividades para fora da sala de aula.

Esta nova estrutura  disponibiliza um novo espaço para o desenvolvimento de abordagens educacionais mudando as concepções que tínhamos sobre o processo de ensino e aprendizagem pois este extrapola o ambiente físico da sala de aula e da escola.

Com o uso de ebooks, livros didáticos virtuais, audiobooks e outros recursos podemos respeitar as necessidades individuais de cada aluno. Estes são recursos educacionais os quais podem trabalhar os conteúdos específicos de uma disciplina com uma sequência didática. Pelo seu formato, eles possibilitam ainda que sejam usados em sequência ou em partes oferecendo informações multimídia, recursos interativos e atividades avaliativas.

Estes recursos tornam a atividade mais significativa pois cria um conflito cognitivo mais poderoso que uma aula expositiva. A gestão de informação e os recursos diferenciados estimulam a curiosidade e fomentam a participação.

Quando um professor usa imagens e movimentos nas suas aulas eles facilitam a aprendizagem dos alunos pois estes podem observar uma sequência completa e não só fotografias que mostram as partes intermediárias de um evento como é disponibilizado nos materiais impressos.

O uso de simuladores permite recriar situações reais de maneira virtual onde o aluno entra em contato direto com os fenômenos  que estuda  podendo modificá-los e atuar sobre os mesmos. Desta forma, os alunos  desenvolvem um novo conhecimento e não se limitam a reproduzir enunciados que acabam não entendendo.

Quando corrigimos uma atividade no quadro, a qual foi enviada como tarefa para casa, nem toda a classe aproveita pois os alunos perdem alguns passos da explicação ou o conjunto da exposição. O tempo de realização em casa até a correção em sala de aula deixa uma lacuna temporal a qual não utiliza o erro e o acerto como uma alavanca para a aprendizagem.

Em uma aula virtual ou através do uso do computador, a correção ocorre em tempo real e o aluno pode repetir a atividade quantas vezes quiser. Isto ajuda o aluno a autorregular a sua aprendizagem e a realizar um intercâmbio de informações e de opiniões.

 

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INCLUSÃO: A NEUROCIÊNCIA EXPLICANDO A APRENDIZAGEM

IMAGEM DE UNS NEURÔNIOS EM CONEXÃO

 

A NEUROCIÊNCIA EXPLICANDO A APRENDIZAGEM

Aprender nada mais é que modificar as conexões dos neurônios no cérebro. Quando nascemos, não sabemos que língua vamos falar. Dependendo do que vê e ouve, nosso cérebro vai decidir se vamos falar inglês,português, italiano, espanhol ou outra língua.

O nosso cérebro possui três áreas de vital importância, ou seja, a parte sensorial que recebe e processa as informações vindas do ambiente e criar uma representação mental (hipótese de trabalho), a parte motora que gera uma resposta de acordo com as informações vindas da parte sensorial e córtex pré-frontal que é a parte associativa que fornece complexidade ao nosso comportamento atribuindo emoções e decidindo o que deve ser feito ou não.

As emoções fazem com que o nosso cérebro ative o sistema de recompensa dando um valor positivo ou negativo, ao nosso corpo, que vai gerar a motivação. Temos expressões humanas que são universais: felicidade, tristeza, surpresa, nojo, raiva e medo.

O carinho reduz o stress e acalma o cérebro.

Aprender significa a modificação do cérebro pela experiência. Isto não quer dizer que aprender aumenta as sinapses, e sim, que quando aprendemos  algo fica aquelas que deram certo e elimina-se as que não dão certo.

Quem não tem uma boa experiência sensorial prévia não tem como imaginar e criar. A reativação das representações interna,  a capacidade de visualizar mentalmente aquilo que não está presente e de criar caminhos novos usando a criatividade dependem da experiência. Contudo, esta reorganização e distribuição das funções acontece desde que o cérebro seja usado.

É muito comum quando  alguém perde o movimento de algum membro o cérebro se reorganizar para usar outro.

Um exemplo que podemos colocar é as dificuldades de aprendizagem relacionadas a síndrome do x frágil onde os cérebros destas pessoas ficam congelados em um estado infantil com excesso de sinapses mas de pouco uso.

Com uma idade mais precoce, temos janelas de oportunidades que podem ser definidas como períodos em que o cérebro está mais apto a processar algumas habilidades. Isto não quer dizer que depois deste período não se aprenda. Até os dez anos aprender uma nova língua é mais fácil mas não quer dizer que não possamos aprender depois desta idade.

No caso da dislexia, a maneira como o cérebro processa a informação gera dificuldades específicas na percepção dos sons e suas respectivas letras e em sons específicos. Isto não se traduz em uma incapacidade, mas sim, uma dificuldade.

Contudo, não podemos de deixar de lado os fatores que interferem na aprendizagem que são: atenção, prática, método e motivação.

Se o aluno não consegue prestar a atenção, selecionar adequadamente os estímulos, permanecer concentrado por um período mais prolongado de tempo e não sabe separar os aspectos relevantes dos irrelevantes para a execução de uma aprendizagem dificilmente ele vai aprender. Para que isto seja possível ele tem que ter boas conexões cerebrais, boa alimentação e estímulos adequados. A atenção é a porta de entrada para a aprendizagem pois ela filtra os estímulos do ambiente.

Motivação todos nós temos mas, para manifestá-la, o aluno tem que ser encorajado, tem que receber retorno positivo e o nível da atividade e o método  tem que estar adequado as suas necessidades e capacidades. Tendo vontade, prazer e engajamento o aluno pratica mais e, quanto mais pratica, mais melhora e  mais motivação tem para aprender.

 

 

 

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