INCLUSÃO: O AUTISMO E ALGUMAS CONDIÇÕES MÉDICAS ASSOCIADAS

IMAGEM DE SETE MÃOS COLRIDAS PINTADAS DE TÊMPERA

 

O AUTISMO E ALGUMAS CONDIÇÕES MÉDICAS ASSOCIADAS

Algumas crianças com autismo têm uma condição genética identificada que afeta o desenvolvimento do cérebro. Estas doenças genéticas incluem a síndrome do X frágil, síndrome de Angelman, esclerose tuberosa e síndrome de duplicação cromossomo 15 e outras desordens de um único gene e cromossômicas.

Embora mais estudos são necessários, distúrbios de um único gene parecem afetar 15 a 20 por cento das pessoas com transtorno do espectro autista.

Problemas gastrointestinais é comum em pessoas com transtorno do espectro autista e podem afetar cerca 85% das crianças diagnosticadas. Os sintomas são os mais variados e variam de gravidade também. Nota-se uma tendência a constipação crônica ou diarreia com doença inflamatória intestinal.

A dor causada por problemas gastrointestinais pode levar a alterações comportamentais, tais como aumento da estereotipia  ou explosões de agressividade ou autoagressão.

Por outro lado, o tratamento adequado pode melhorar o comportamento e qualidade de vida

Distúrbios convulsivos, incluindo a epilepsia, ocorrer em até 39% das pessoas com autismo. É mais comum em pessoas com autismo que também apresentam deficiência intelectual do que aqueles sem podendo, estes indivíduos, experimentarem mais de um tipo de crise.

Convulsões associadas com autismo tendem a começar em qualquer idade, seja na primeira infância ou adolescência. Mas eles podem ocorrer em qualquer momento.

Os problemas do sono são comuns entre crianças e adolescentes com autismo e pode também afetar muitos adultos que apresentam dificuldades para dormir com insônia, sono agitado e dificuldades para acordar de manhã cedo.

Problemas de Processamento Sensorial também podem estar presentes e, estes indivíduos, apresentam  respostas incomuns a estímulos sensoriais. Eles têm dificuldade de processamento e integração de informações sensoriais, ou estímulos, tais como imagens, sons cheiros, gostos e / ou movimento.

Desta forma, podem experimentar estímulos aparentemente comuns e estes se tornam dolorosos, desagradáveis ou confusos. Algumas das pessoas com autismo são hipersensíveis a sons ou toque, uma condição também conhecida como defensividade sensorial. Outros estão sub-responsivo, ou hipossensível.

São exemplos de comportamentos ligadas as disfunções que ocorrem na área sensorial seriam a incapacidade de tolerar algumas roupas, cheiros e texturas, ser tocado por outras pessoas, estar em uma sala com iluminação normal e até o fato de não responder quando é chamado está vinculado as disfunções sensoriais.

Ainda podemos notar, em alguns casos, a tendência de comer coisas que não são alimentos o que, nos inicio do desenvolvimento entre os 18 e 24 meses, pela exploração do ambiente, pode ser comum no desenvolvimento de todas as crianças.

Contudo, no autismo a criança pode continuar comendo terra, argila, giz e tinta o que pode levar a problemas de saúde pela contaminação e ingestão de produtos tóxicos.

Fonte: Autism Speaks

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INCLUSÃO: O AUTISMO E AS CONDIÇÕES MÉDICAS

IMAGEM DE UM MENINO TAPANDO OS OUVIDOS COM A PALAVRA AUTISM ESCRITA ABAIXO

 

O AUTISMO E AS CONDIÇÕES MÉDICAS

 Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) relata que as crianças com autismo, ou outros transtornos do desenvolvimento, tem maiores chances de apresentar algumas condições médicas associadas tais como:

* 1,8 vezes mais propensos do que as crianças sem deficiências de desenvolvimento a ter asma,;

* 1,6 vezes mais propensas a ter eczema ou alergias de pele;

* 1,8 vezes mais propensas a ter alergias alimentares;

* 2,2 vezes mais propensos a ter fortes dores de cabeça crônicas;

* 3,5 vezes mais chances de ter diarréia crônica ou colite (inflamação do cólon).

Muitas pessoas afetadas pelo transtorno do espectro autista tem dificuldade em adormecer e manter o sono durante a noite. Isto tem sido mais estudado em crianças com TEA com pesquisas que sugerem que os problemas do sono crônico podem afetar até quatro em cada cinco. Os problemas do sono mais comuns envolvem dificuldade em adormecer e constante despertar durante a noite. Algumas crianças têm prolongado despertares noturnos ou despertar muito cedo pela manhã.

Sabemos que o sono interrompido e insuficiente pode resultar em sonolência diurna, problemas de aprendizagem e problemas comportamentais, tais como hiperatividade, desatenção e agressão.

Existem muitas razões potenciais para a falta de sono em crianças com transtorno do espectro autista, incluindo causas neurológicas, comportamentais e problemas médicos. Alguns estudos iniciais sugeriram alterações nos sistemas cerebrais que regulam o sono. Alguns estão olhando para os níveis de hormônios como a melatonina, que é conhecido por afetar o sono.

Os problemas de sono decorrem de diversos fatores, tais como: a falta de um rotina de sono regular, vários despertares noturnos que dificultam  retomada do sono, problemas médicos, refluxo gastrointestinais, epilepsia, ansiedade, entre outros.

Para ajudar o autista a dormir melhor podemos adotar hábitos como horário certo para dormir e acordar, cuidar a luminosidade mantendo uma luz baixa, dormir de 7 a 8 horas por noite, desligar computadores e televisores 30 minutos antes de dormir, oferecer um lanche leve antes de dormir.

Fonte: Autism Speaks

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INCLUSÃO: O ALUNO COM SÍNDROME DE ASPERGER NA ESCOLA

IMAGEM DE UM MENINO OLHANDO PARA UM ESPELHO COM A SUA IMAGEM REFLETIDA

 

O ALUNO COM SÍNDROME DE ASPERGER  NA ESCOLA

Para um indivíduo que apresenta Síndrome de Asperger, as vezes é mais difícil lidar com as interações sociais e a comunicação do que com os trabalhos e provas.

Isto ocorre por fatores como:

- os professores desconhecem aspectos relacionados a esta síndrome e suas características específicas;

- as escolas não “operam no tempo deste aluno”, não entendem que eles necessitam de mais tempo para concluir as suas tarefas, para organizar seu material e para orientar-se durante as mudanças e transições;

- as escolas de ensino regular não conseguem manter uma rotina e organizar o ambiente a favor do sujeito. Esta falta de previsibilidade pode aumentar a ansiedade se a proposta pedagógica não for coerente e a programação for carregada de mudanças súbitas;

- não é costume, na maioria das escolas, de se usar uma agenda para garantir a sua previsibilidade e o trabalho conjunto entre escola e família. Estando bem informada, a família pode garantir que o aluno esteja sempre a par do que irá acontecer contribuindo para a gestão do tempo e retirando a sobrecarga emocional que o novo causa;

- as escolas não alteram atividades e disciplinas fáceis e difíceis, ao logo do período escolar, as quais posam ser monitoradas e reestruturadas. Sendo assim, os alunos possuem quatro períodos de disciplinas que exijam um grande esforço mental as quais poderiam ser intercaladas com aquelas que trabalham conteúdos mais criativos (educação artística) e dinâmicos (educação física);

- os professores, por falta de capacitação, não sabem da importância de simplificar a sua linguagem usando termos diretos, simples, de forma clara e em ritmo lento. Explicações longas, com o mesmo tom de voz e sem apoio visual atrapalham e contribuem para a dispersão;

- o portador de Síndrome de Asperger pode apresentar dificuldades em ler nas entrelinhas e compreender conceitos e expressões faciais. Temos que ser claros e específicos ao fornecer as informações;

- nem sempre o aluno, com esta síndrome, sabe como gerir a mudança de planos, ou seja, consegue compreender que as atividades podem ser alteradas, canceladas ou remarcadas;

- nem sempre elogiamos as suas tentativas e os seus sucessos deixando  claro o porquê que ele está sendo elogiado;

- em função de suas características e temperamento é comum eles serem chamados de nerds. Devemos ter cuidado com as situações que envolvem piadas, provocações e com o bullying pois isto ocorre com frequência, especialmente, nos horários de recreio e em atividades mais livres;

- não levamos em conta que muitas situações produtivas, de interação social, ocorrem em momentos não estruturados e planejados ou fora da sala de aula. Se o professor não intervir, o aluno pode ficar isolado. Cuide para que o grupo de amigos traga bons exemplos e os vínculos criados sejam produtivos;

- esquecemos que a escola é, em muitas situações, estressante devido as mudanças de horário, as relações sociais e por causa das iluminações, ruídos e falta de antecipação de mudanças. Procure conhecer o seu aluno para intervir imediatamente quando a situação está muito pesada para ele permitindo que saia e mude de atividade para ajudar na regulação de suas emoções;

- os acessos de raiva e birra acontecem, geralmente, sem aviso prévio pois eles não sabem reconhecer que estão estressados. Em outras situações, encontramos alguns padrões que são comuns como: agitar muito as mãos, levantar e andar sem parar, mexer nos cabelos ou esfregar as mãos. Tente modificar o ambiente estando alerta as situações que desencadeiam a ansiedade excessiva.

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INCLUSÃO: O AUTISMO E A ANSIEDADE

IMAGEM DE UM MENINO TAPANDO OS OUVIDOS

 

O AUTISMO E A ANSIEDADE

A ansiedade é um problema real e sério para muitas pessoas no espectro do autismo, afetando 30% dos indivíduos diagnosticados com este transtorno.

Podemos observar distúrbios que incluem fobia social, ansiedade de separação, preocupação excessiva, transtorno obsessivo compulsivo e medos extremos, por exemplo, de aranhas ou ruído alto. Além disso, indivíduos com autismo podem ter dificuldades em controlar a ansiedade.

É importante lembrar que a ansiedade pode variar de flutuação, leve e completamente compreensível para incessante, severa e irracional.

A maioria das pessoas experimentam algum tipo de ansiedade em uma base regular e a ansiedade leve pode realmente ser uma força positiva, motivadora e que aumentar o nosso nível de esforço e atenção ao trabalhar ou se socializar. No entanto,  os altos níveis de ansiedade interferem no sucesso na escola, no trabalho e nas situações sociais.

As pesquisa atuais sugerem que os adolescentes com autismo podem ser particularmente propensos a transtornos de ansiedade, enquanto, a taxa entre as crianças mais jovens no espectro, não  diferirem da dos seus colegas da mesma idade. Alguns estudos igualmente sugerem que os indivíduos de alto funcionamento, dentro do espectro, exibem taxas mais elevadas de transtornos de ansiedade.

As intervenções comportamentais, como a terapia cognitiva comportamental, pode ser muito útil para os adolescentes e adultos com autismo.

Vários tipos de terapia cognitivo-comportamental têm sido desenvolvidos para tratar a ansiedade em crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista, com promissores resultados de vários centros de pesquisa clínica.

È muito comum o terapeuta  usar personagens favoritos de uma criança e desenhos animados para modelar as habilidades de enfrentamento, ou intercalam conversas sobre esta paixão especial da criança durante toda a sessão de tratamento para promover a motivação e engajamento.

Dependendo do programa, as sessões de tratamento semanal geralmente duram de 60 a 90 minutos e continuar durante 6 a 16 semanas. É comprovado que estas terapias produzem melhoras significativas na ansiedade, comunicação social e outras habilidades da vida diária.

 

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INCLUSÃO: O TDAH E O AUTISMO

IMAGEM DE UMA CABEÇA MONTADA COM AS PEÇAS DE UM QUEBRA CABEÇA

O TDAH E O AUTISMO

Os pais e os pesquisadores sabem há muito tempo que o transtorno de déficit de atenção / hiperatividade (TDAH) muitas vezes acompanham o autismo.

Estudos recentes têm ajudado a aprofundar nossa compreensão sobre por que isso acontece e como isso afeta a qualidade de vida. Um importante estudo, nos Estados Unidos, olhou para mudanças genéticas em indivíduos com TDAH ou autismo.  Outro se preocupou com a frequência com que os pais vêem os sintomas de TDAH em seus filhos e como estes sintomas afetam o funcionamento e qualidade de vida diária de seus filhos.

O resultado do primeiro estudo é que as alterações genéticas observadas em pessoas com TDAH envolvem frequentemente os mesmos genes que são associados ao autismo. Esta descoberta pode ajudar a explicar por que muitos dos que estão no espectro do autismo também lutam com os sintomas de TDAH.

Em outras palavras, se esses transtornos compartilham um fator de risco genético, é lógico que muitas vezes ocorrem em conjunto. Esses insights podem melhorar a forma como diagnosticar e tratar estas questões.

O segundo estudo ajudou a esclarecer como comumente as crianças no espectro do autismo são afetados por sintomas de TDAH e documentou como isso afeta sua função diária e qualidade de vida. Talvez a observação mais notável foi que, embora os sintomas de TDAH claramente piorem a função diária e qualidade de vida para crianças com autismo, apenas cerca de 1 em cada 10 estavam recebendo medicação para aliviar os sintomas.

Estudos têm mostrado que os medicamentos para TDAH melhoraram a qualidade de vida para muitas pessoas. No entanto, precisamos de mais investigação sobre a forma como estes medicamentos funcionam para as pessoas que também são afetadas pelo autismo.

Os medicamentos podem produzir efeitos secundários, tais como diminuição do apetite, irritabilidade, explosões emocionais e dificuldade em adormecer. Efeitos colaterais comuns dos agonistas alfa incluem sonolência e irritabilidade.

Uma pessoa pode responder negativamente a um destes medicamentos e outro pode ser menos problemático. Em um nível prático, isso pode exigir um período experimental de vários medicamentos diferentes  antes de o medicamento com o maior benefício e menos efeitos secundários é encontrado.

É importante trabalhar com o médico da criança e terapeutas comportamentais para adequar o tratamento as reais necessidades da criança.

FONTE:Autism Speaks

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INCLUSÃO: SÍNDROME DE ASPERGER OS DESAFIOS A SEREM SUPERADOS

IMAGEM DE UM MENINO MORENO DE PERFIL COM O OLHAR VAGO DIRECIONADO PARA O CHÃO

 

SÍNDROME DE ASPERGER OS DESAFIOS A SEREM SUPERADOS

O s indivíduos que apresentam Síndrome de Asperger podem, muitas vezes, enfrentarem desafios relacionados a sua capacidade de interpretar os sinais sociais pelas suas dificuldades na função executiva e com a teoria da mente.

Entendemos como funcionamento executivo a habilidade de organizar, planejar, manter a atenção e inibir as respostas inadequadas e, em relação a teoria da mente a capacidade de ter empatia , ou seja, de se colocar no lugar do outro e perceber como as pessoas percebem e sentem.

Desta foram, eles podem prestar a atenção nos detalhes mas não no todo, ter dificuldades com o pensamento complexo por não lidarem bem com duas ou mais ordens dadas simultaneamente, em manter a atenção naquilo que não é de seu interesse ou em planejar a sua conduta organizando os seus pensamentos e para elaborar um planejamento sequenciado que leve a autorregulação da sua aprendizagem.

Temple Grandin disse uma vez: “eu não posso segurar um pedaço de informação na minha mente enquanto eu manipulo o próximo passo da sequência”

Pelas dificuldades na teoria da mente, eles podem ter dificuldades em reconhecer os sentimentos dos outros, não perceber se os atos das outras pessoas são intencionais ou não e não entender piadas e o sarcasmo.

Pelas suas dificuldades em lidar com as emoções eles tem dificuldades em prever o estado emocional dos outros, de perceber as intenções alheias, podem não compreender os impactos do seu comportamento no grupo e as convenções e regras sociais.

Para o trabalho escolar podemos ajudar estes alunos com  o uso de estratégias simples como:

- usar uma agenda de comunicação entre a família e a escola. Isto possibilita um trabalho conjunto que contribui para o bom rendimento escolar do aluno;

- quebre as atividades longas e complexas em pequenas partes para facilitar o entendimento. Dê uma ordem de cada vez, ou seja, ao invés de mandar fazer um resumo depois de ler o capítulo dois do livro de geografia, inverta a ordem solicitando de forma pausada que ele pegue o livro de geografia, abra no capítulo dois, leia o texto, pergunte o que ele leu e entendeu e, por fim, peça o resumo;

- use quadros de rotina, principalmente no início da escolarização, para ajudá-los a planejar a sua conduta pois estes alunos se apoiam bem mais em informações visuais que em informações verbais;

- planeje a sua aula de forma que tenha tempo para dar e repetir as instruções e dar assistência ao aluno. Uma boa forma é planejar uma explicação ou exposição para o grande grupo e, em um segundo, momento dar um material que a turma possa realizar uma atividade sozinha  e o professor possa sentar junto com este aluno para se certificar que ele entendeu o que foi proposto.

- coloque ele próximo a sua mesa mas não para superprotegê-lo, e sim, para poder intervir quando achar que ele se desorganizou.

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INCLUSÃO: OS OBJETIVOS PRINCIPAIS DAS ATIVIDADES DIRECIONADAS PARA OS ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

IMAGEM DE UM MENINO LOURO OLHANDO POR UMA JANELA REDODA VERDE

 

OS OBJETIVOS PRINCIPAIS DAS ATIVIDADES DIRECIONADAS PARA OS ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Para o cérebro processar bem as informações tem que haver equilíbrio das emoções. O afeto dá qualidade ao aprendizado e autonomia a quem aprende.

As atividades direcionadas aos alunos com autismo devem estimular a afetividade, socialização, ludicidade, linguagem, comunicação, educação, área motora, artes e cuidados pessoais.

Os principais objetivos devem ser:

- terapêuticos: superar comportamentos inadequados através do reforço positivo ou do treinamento de omissão tornando o indivíduo cada vez mais autônomo e organizado para responder as demandas do ambiente;

- afetivos: criar vínculos com o processo de aprendizagem, professor e om o espaço escolar trabalhando o engajamento, apostando no contato visual e o vínculo com os demais alunos;

- social: proporcionar experiências em grupo trabalhando a interação e comunicação de forma gradativa;

- pedagógico: contemplar a sua individualidade respeitando as suas características pessoais.

Devemos ajudar o aluno com autismo a funcionar no mundo da forma mais eficiente possível e aumentar a frequência de comportamentos adaptativos e de autocuidado. Temos que buscar o maior número de comportamentos adaptativos de ordem social, comunicativa, cognitiva e acadêmica eliminando comportamentos problema como isolamento social, estereotipia, baixa tolerância a frustação, agressividade e auto injúria.

Os professores necessitam penetrar no mundo do autista, concentrar-se no contato visual, compartilhar com ele as suas brincadeiras, mostrar para cada palavra uma ação e para cada ação uma palavra, tornar os hábitos cotidianos agradáveis, usar voz clara, serena e firme.

As escolas devem apostar na estruturação visual pois esta ajuda ele a entender o que está acontecendo. O que ele não entende ele ignora.

Temos que ter clara a diferença entre engajamento e vínculo. O engajamento é diferente de vínculo pois vínculo eu estabeleço com um mas tenho que me engajar com vários ao mesmo tempo.

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INCLUSÃO: PORQUE MEU FILHO PERDEU O DIAGNÓSTICO DE AUTISMO? FOI UM ERRO DE DIAGNÓSTICO?

IMAGEM DE UM MENINO DE ÓCULOS COM VÁRIAS LETRAS VOANDO AO SEU REDOR

 

PORQUE MEU FILHO PERDEU O DIAGNÓSTICO DE AUTISMO? FOI UM ERRO DE DIAGNÓSTICO?

As pesquisas comprovam que um pequeno grupo de indivíduos, que apresentam um diagnóstico de transtorno do espectro autista, progrediram em seu desenvolvimento a ponto de não satisfazerem mais os critérios para o diagnóstico de TEA.

Existem várias teorias a respeito do porque isto acontece. Eles incluem a possibilidade de um diagnóstico errado inicial e a possibilidade de que o sucesso do tratamento pode, em alguns casos, produzir resultados que já não satisfazem os critérios para um diagnóstico de autismo.

Você também pode ouvir sobre crianças diagnosticadas com autismo que atingem status de autismo de alto funcionamento. Isso significa que eles apresentam resultados altos nos testes de QI, poucas comorbidades que afetam o funcionamento adaptativo, foram incluídos em escolas que valorizaram suas habilidades e respeitaram as sua individualidades  mas, mesmo assim,  ainda tem sintomas leves sobre traços da  personalidade e nos itens inclusos nos testes de diagnóstico.

Algumas crianças que já não cumprem os critérios para o diagnóstico de transtorno do espectro do autismo são posteriormente diagnosticado com déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno de ansiedade ou com a Síndrome de Asperger que atualmente não se aplica mais com as novas orientações do DSM-V.

Atualmente, não sabemos qual é a percentagem de pessoas com autismo vai avançar para o ponto onde eles “perdem o seu diagnóstico”.  Nó precisamos de mais pesquisas para determinar quais os fatores genéticos, fisiológicos ou de desenvolvimento pode prever quem vai alcançar tais resultados.

Nós sabemos que melhora significativa nos sintomas de autismo é mais frequentemente relatadas em conexão com intensa intervenção precoce, embora no momento, não podemos prever quais crianças terão essas respostas à terapia.

Sabemos também que muitas pessoas com autismo passar a viver uma vida independente  e que todos merecem a oportunidade de trabalhar de forma produtiva, desenvolver relacionamentos significativos e aproveitar a vida. Com a melhoria das intervenções e apoios disponíveis, as pessoas afetadas pelo autismo, poderemos ter melhores resultados em todas as esferas da vida.

 

FONTE: Autism Speaks

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INCLUSÃO: AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS PORTADORES DA SÍNDROME DE ASPERGER

IMAGEM DE UM JOGO DE PALAVRAS CRUZADAS ONDE A PALAVRA ASPERGER ESTÁ ESCRITA

 

AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS PORTADORES DA SÍNDROME DE ASPERGER

Para quem trabalha na área da educação, atendendo a alunos com Síndrome de Asperger, é comum observar algumas características que estão presentes com maior frequência no comportamento destes alunos.

As principais características que encontramos nos portadores da Síndrome de Asperger são:

- atenção a detalhes que muitas vezes passam desapercebidos para outras pessoas. Mas por outro lado, podem se agarrar a uma imagem maior sem entender as partes que formam o todo;

- altamente qualificados em suas áreas de interesse onde costumam fazer um estudo profundo do assunto em questão. Contudo, podem ter um conjunto desigual de habilidades onde são excelentes em algumas áreas e tem dificuldades em outras. Em algumas situações, podem ter dificuldades escolares por não terem motivação para estudar disciplinas que não são da sua área de interesse;

- eles apresentam um pensamento lógico que é muito útil para quem tem que tomar decisões onde as emoções não podem interferir mas, por outro lado manifestam em algumas situações dificuldades em perceber os estados emocionais dos outros;

- não se preocupam muito com que os outros pensam deles o que, em muitos casos, leva estes a se arriscarem mais e a não terem medo de expressar suas opiniões. Apesar de ser um aspecto positivo, isto os coloca em situações embaraçosas pois, dependendo do momento, podem ofender ou ser mal interpretados por colocações que não tem o intuito de oferecer devido a sinceridade excessiva;

- possuem um pensamento independente que os levam a ideias brilhantes devido a sua forma de olhar para as coisas, ideias e conceitos. Em alguns casos, podem manifestar dificuldades de processamento em atividades que requerem a modalidade auditiva e cinestésica;

- pensam mais em imagens e vídeos do que em palavras;

- geralmente são muito verbais e são propensos a dar descrições detalhadas que podem ser uteis em alguma profissões;

- sua forma de comunicação é direta e sem rodeios, com dificuldades em analisar e/ou resumir a informação para uma conversa;

- são leais, honestos e sinceros;

- executam as atividades sem julgamento moral;

- apresentam inteligência na média ou acima da média;

- podem manifestar problemas de integração sensorial onde os estímulos que entram podem ser registrados de forma desigual e distorcida, tendo dificuldade na triagem dos ruídos ao fundo;

- em alguns casos, podem manifestar dificuldades no planejamento executivo que comprometem o planejamento de tarefas a longo prazo.

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INCLUSÃO: O AUTISMO E OS DESAFIOS A SEREM SUPERADOS

IMAGEM DE UMA MENINA AUTISTA OLHANDO PARA BLOCOS QUE MONTAM CASINHAS

 

O AUTISMO E OS DESAFIOS A SEREM SUPERADOS

O s indivíduos que apresentam transtorno do espectro autista podem, muitas vezes, enfrentarem desafios relacionados a sua capacidade de interpretar os sinais sociais pelas suas dificuldades na função executiva e com a teoria da mente.

Entendemos como funcionamento executivo a habilidade de organizar, planejar, manter a atenção e inibir as respostas inadequadas e, em relação a teoria da mente a capacidade de ter empatia , ou seja, de se colocar no lugar do outro e perceber como as pessoas percebem e sentem.

Desta foram, eles podem prestar a atenção nos detalhes mas não no todo, ter dificuldades com o pensamento complexo por não lidarem bem com duas ou mais ordens dadas simultaneamente, em manter a atenção naquilo que não é de seu interesse ou em planejar a sua conduta organizando os seus pensamentos e para elaborar um planejamento sequenciado que leve a autorregulação da sua aprendizagem.

Temple Grandin disse uma vez: “eu não posso segurar um pedaço de informação na minha mente enquanto eu manipulo o próximo passo da sequência”

Pelas dificuldades na teoria da mente, eles podem ter dificuldades em reconhecer os sentimentos dos outros, não perceber se os atos das outras pessoas são intencionais ou não e não entender piadas e o sarcasmo.

Pelas suas dificuldades em lidar com as emoções eles tem dificuldades em prever o estado emocional dos outros, de perceber as intenções alheias, podem não compreender os impactos do seu comportamento no grupo e as convenções e regras sociais.

Para o trabalho escolar podemos ajudar estes alunos com  o uso de estratégias simples como:

- usar uma agenda de comunicação entre a família e a escola. Isto possibilita um trabalho conjunto que contribui para o bom rendimento escolar do aluno;

- quebre as atividades longas e complexas em pequenas partes para facilitar o entendimento. Dê uma ordem de cada vez, ou seja, ao invés de mandar fazer um resumo depois de ler o capítulo dois do livro de geografia, inverta a ordem solicitando de forma pausada que ele pegue o livro de geografia, abra no capítulo dois, leia o texto, pergunte o que ele leu e entendeu e, por fim, peça o resumo;

- use quadros de rotina, principalmente no início da escolarização, para ajudá-los a planejar a sua conduta pois estes alunos se apoiam bem mais em informações visuais que em informações verbais;

- planeje a sua aula de forma que tenha tempo para dar e repetir as instruções e dar assistência ao aluno. Uma boa forma é planejar uma explicação ou exposição para o grande grupo e, em um segundo, momento dar um material que a turma possa realizar uma atividade sozinha  e o professor possa sentar junto com este aluno para se certificar que ele entendeu o que foi proposto.

- coloque ele próximo a sua mesa mas não para superprotegê-lo, e sim, para poder intervir quando achar que ele se desorganizou.

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