INCLUSÃO: OS COMPORTAMENTOS REPETITIVOS E O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

IMAGEM DE UM MENINO MORENO DE PERFIL COM O OLHAR VAGO DIRECIONADO PARA O CHÃO

 

OS COMPORTAMENTOS REPETITIVOS E O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Os comportamentos repetitivos são um dos sintomas do transtorno do espectro autista que atrapalham a interação social deste indivíduo e prejudicam a sua relação com o mundo.

É comum observarmos comportamentos repetitivos incomuns e / ou uma tendência a se envolver em um leque restrito de atividades que incluem  balanças as mãos, balançar o corpo, pular e girar, organizar e reorganizar os objetos e repetir sons, palavras ou frases. Às vezes o comportamento repetitivo é auto-estimulante, tal como mexer os dedos na frente dos olhos.

Estas crianças passam horas colocando objetos e brinquedos em fila de uma maneira específica em vez de brincar com estes. Sua brincadeira não é funcional.

Pequenas mudanças, ou tentativas de romper com este ritual, podem ser extremamente estressantes e levar a explosões. O fato que mas preocupa pais e professores é que estes comportamentos repetitivos podem se tornar uma preocupação intensa e obsessiva para a criança e seus conteúdos tomam formas incomuns que alteram a rotina da criança como ficar horas olhando para um ventilador girando.

As crianças mais velhas e os adultos podem desenvolver um interesse enorme em números, símbolos, datas ou temas de ciências perdendo horas repetindo os pontos de interesse.

 

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INCLUSÃO: AS DIFICULDADES DE COMUNICAÇÃO DO INDIVÍDUO QUE APRESENTA TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

IMAGEM DE UM MENINO LOURO OLHANDO POR UMA JANELA REDODA VERDE

 

AS DIFICULDADES DE COMUNICAÇÃO DO INDIVÍDUO QUE APRESENTA TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

As crianças, adolescentes e adultos que apresentam transtornos do espectro autista manifestam, com frequência, dificuldades de comunicação que não envolvem apenas o fato de serem verbais ou não verbais, mas sim, dificuldades para expressar seus desejos, opiniões e necessidades de forma espontânea e funcional.

Aos três anos, a maioria das crianças já passaram por marcos previsíveis no caminho para a aprendizagem de língua oral. Um dos primeiros é balbuciando. Até o primeiro aniversário, crianças com desenvolvimento típico, verbalizam uma ou duas palavras, viraram e olham quando ouvem seus nomes e apontam para objetos que eles querem ou querem mostrar a alguém.

Quando é oferecido algo que não lhe agrada, eles deixam claro, pelo som ou expressão, que a resposta é “não”.

As crianças com autismo, em geral, apresentam um atraso no balbuciar, falar e usar gestos. Pode acontecer casos em que a criança desenvolve a habilidade de balbuciar, nos primeiros meses de vida, e depois para com os comportamentos comunicativos. Outros, apresentam atraso na linguagem comunicativa e começam a falar mais tarde.

Contudo, com terapia adequada, a maioria das pessoas com autismo aprendem a usar a linguagem falada e todos podem aprender a se comunicar.

Muitas crianças e adultos não-verbais, aprender a se comunicar usando sistemas de comunicação, tais como imagens (PECS), linguagem de sinais, processadores de texto eletrônicos ou dispositivos, mesmo de geração de fala.

Quando a linguagem começa a se desenvolver, a pessoa com autismo pode utilizar a voz de forma inusitada. Alguns têm dificuldade em combinar palavras em frases com sentido. Podem falar apenas palavras simples ou repetir a mesma frase ou palavras várias vezes (ecolalia).

Algumas crianças levemente afetadas exibem, apenas, ligeiros atrasos na linguagem, ou mesmo, desenvolver a linguagem precoce mas com dificuldade em manter uma conversa.

Algumas crianças e adultos com autismo tendem a fazer um monólogo sobre seu assunto favorito, dando as outros pouca chance de comentar

Outra dificuldade comum é a incapacidade de entender a linguagem corporal, tom de voz e expressões que não são destinadas a ser interpretadas literalmente. É comum os indivíduos que apresentam transtorno do espectro autista utilizar expressões faciais, movimentos e gestos que não coincidem com o que estão fazendo.

Seu tom de voz, muitas vezes, não refletem seus sentimentos sendo monótono em sem variação plana parecendo “um robô”. Isto pode tornar difícil aos outros entender as suas intenções. A frustração por não se fazer entender pode levar estes a gritarem e exaltar-se por não se fazer entender.

À medida que a pessoa com autismo aprende a comunicar o que ele ou ela quer, comportamentos desafiadores e birras, muitas vezes tendem a diminuir.

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INCLUSÃO: AVALIAÇÃO DO MATERIAL DIGITAL A SER USADO COM ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

IMAGEM DE UM LIVRO DIDÁTICO COM UM MOUSE CONECTADO   AVALIAÇÃO DO MATERIAL DIGITAL A SER USADO COM ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

Não adianta sairmos comprando todos os softwares que encontramos a disposição no mercado, com a ideia de que estamos utilizando a inclusão digital como forma de incentivar a aprendizagem de nossos alunos, se não avaliarmos a usabilidade destes recursos e sua aplicação junto aos alunos.

Antes de comprarmos um software temos que pensar no funcionamento do sistema, no efeito da interface no usuário e, acima de  tudo, devemos aprender como identificar os problemas específicos do sistema.

Como usamos a compatibilidade. Qual a interação entre professor e aluno que este recurso proporciona. Este possibilita uma relação sincrônica e assincrônica. Qual a relação que pode se estabelecer entre o aluno e o conteúdo?  Quais as oportunidades de crescimento que ele proporciona?  O professor não pode usar o recurso no dia.?mTem que usar dentro de uma avaliação prognóstica, ou seja, quando está fazendo o planejamento?

Se isto não é feito, quando surge uma dificuldade os professores levam horas para resolver, enquanto o aluno espera, e quebra todo o ritmo do trabalho.

Os critérios ergonômicos do software tem que ser levados em conta como: segurança, conforto, como é feita a condução, oportuniza meios de orientar e conduzir a sua navegação, como é a carga de trabalho, existe uma sobrecarga cognitiva, o usuário pode controlar o software, qual a possibilidade de adaptabilidade, ele propicia a gestão de erros, é coerente, possui compatibilidade com vários sistemas e os diálogos e códigos são fáceis para o usuário.

Nos critérios pedagógicos, temos que estar cientes se o material utilizado tem relação com os nossos objetivos educacionais, pois estes devem ser um auxílio à aprendizagem e não uma forma de manter o aluno ocupado. Eles devem atender aos critérios de ensino, com coerência didática e conteúdos emocionais e afetivos que levem o aluno a desenvolver a sua criativa de e aumentem a motivação.

Temos que levar em conta, também, os critérios de formação analisando se este está em conformidade com a nossa proposta e apresenta uma ordem coerente proporcionando a gestão do processo, por parte do professor e do aluno e se tem validade político pedagógica.

Os critérios de comunicação assumem uma vital importância pela possibilidade de interação e documentação configurando-se em um material de apoio a aprendizagem e desenvolvimento do aluno.  O seu grafismo deve comunicar uma proposta clara e objetiva com uma organização de imagens que estimulem a participação do aluno.

Mas acima de tudo temos que levar em conta a questão da usabilidade e da acessibilidade do material digital. Este deve atender aos critérios de eficácia, proporcionar o desenvolvimento de habilidades de aprendizagem, levar o usuário a uma utilização autônoma, proporcionar o controle de erros, ser versátil e funcional, eficiente, de fácil memorização, com baixo teor de erros e, acima de tudo, proporcionar satisfação para quem usa.

Existem instrumentos avaliativos que podem ser usados com parâmetro para analisarmos um software como:

ü  Check list; ü  Csei (children’s software evaluation);

ü  Maep (método de avaliação ergopedagógico);

ü  Proinfo (MEC);

ü  Ticese (técnica de inspeção de conformidade ergonômica de software educacional).

Muitas vezes compramos programas com uma interface linda, mas cansativa e longa demais. Para ganhar um bilhete em um jogo e aluno tem que executar a mesma atarefa 12 vezes. Mas para finalizar o jogo, tem que ganhar 4 bilhetes. Imagina o aluno fazendo 48 vezes a mesma coisa. Quando vimos que ele não aguenta mais, ou o ensinamos a desistir, ou fazemos uma parte por ele. Desta forma, não estamos investindo em uma aprendizagem significativa. Temos que ter cuidado para diferenciar o pedagógico do ocupacional.

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